Christophe ARCHAMBAULT / AFP
Christophe ARCHAMBAULT / AFP

Diretora de Roland Garros diz considerar jogos femininos menos atrativos que masculinos

Ex-número do mundo no ranking WTA, Amelie Mauresmo faz declaração polêmica durante Grand Slam de Paris

Redação, Estadão Conteúdo

01 de junho de 2022 | 20h39

Amelie Mauresmo, ex-número 1 do ranking mundial e atual diretora do Torneio de Roland Garros, disse nesta quarta-feira que nove das dez sessões noturnas do Grand Slam francês contaram com partidas masculinas porque o tênis feminino atualmente tem menos "atração".

Falando na tradicional conferência de imprensa da segunda semana para discutir pontos importantes do torneio, Mauresmo disse que tentava diariamente encontrar um duelo de mulheres que tivesse a presença de estrelas ou uma partida digna de ser destacada na sessão da noite na quadra Philippe Chatrier. "Admito que foi difícil", disse Mauresmo, uma francesa de 42 anos.

A atual número 1 do mundo, a polonesa Iga Swiatek, afirmou após sua vitória nas quartas de final, nesta quarta-feira, que considerou os comentários de Mauresmo "um pouco decepcionantes e surpreendentes".

"É a opinião de cada pessoa se eles gostam mais do tênis masculino ou do tênis feminino. Acho que o tênis feminino tem muitas vantagens", disse Swiatek, campeã em Roland Garros em 2020 e dona de uma invencibilidade de 33 partidas na temporada. "E alguns podem dizer que os jogos são imprevisíveis e que as mulheres não são consistentes. Mas por outro lado, pode ser algo realmente atraente para muitas pessoas."

Este ano, Roland Garros começou em 22 de maio e vai terminar no domingo. A última de dez sessões noturnas foi agendada para esta quarta-feira. O único jogo de mulheres disputado neste horário foi a vitória da francesa Alizé Canto sobre a letã Jelena Ostapenko na segunda rodada.

"Nesta era em que estamos, eu não me sinto - como uma mulher e como ex-tenista - mal ou injusta quando digo que, neste momento, há mais atrativo nas partidas masculinas", reafirmou Mauresmo.

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