Mike Segar/ Reuters
Mike Segar/ Reuters

Djokovic arrasa boliviano e encara algoz de brasileiro na próxima fase da Olimpíada de Tóquio

Sérvio não teve dificuldades para superar Hugo Dellien, por 2 sets a 0, com duplo 6/2

Redação, Estadão Conteúdo

24 de julho de 2021 | 05h22

Uma das principais celebridades esportivas em Tóquio, o sérvio Novak Djokovic não decepcionou em sua estreia na Olimpíada, em jogo neste sábado. Apesar do forte calor no Ariake Tennis Centre, o número 1 do mundo não oscilou e superou o boliviano Hugo Dellien por 2 sets a 0, com duplo 6/2, em 1h01min.

Na segunda rodada, que antecede as oitavas de final, o líder do ranking vai enfrentar o alemão Jan-Lennard Struff, 48º do mundo, algoz do brasileiro Thiago Monteiro na primeira rodada, em jogo disputado também neste sábado. Se confirmar o favoritismo, Djokovic terá pela frente nas oitavas o vencedor do duelo entre o espanhol Alejandro Davidovich Fokina e o australiano John Millman.

Alvo de reclamação de outros tenistas, o calor foi o maior adversário de Djokovic em Tóquio. O sérvio dominou a partida do começo ou fim, sem correr risco. Para se ter uma ideia, ele terminou o jogo com quase o dobro de pontos do rival (61 a 31), algo raro no circuito de tênis.

Sem ter seu serviço ameaçado em nenhum momento do jogo, Djokovic obteve quatro quebras em dez chances. Ele cometeu apenas seis erros não forçados, contra 15 do boliviano. O favorito disparou sete aces, diante de apenas um do adversário, apenas o 139º do mundo.

Dono de uma medalha olímpica, o bronze conquistado nos Jogos de Pequim-2008, o sérvio não busca em Tóquio apenas o sonhado ouro. Ele tenta obter algo raríssimo na história do tênis, o chamado Golden Grand Slam, que é a conquista dos quatro torneios de Grand Slam e mais a medalha de ouro olímpica na mesma temporada.

Apenas a alemã Steffi Graf obteve tal feito na história ao vencer o Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon, US Open e o título olímpico nos Jogos de Seul, em 1988. Djokovic tenta seguir seu caminho, pois já venceu os três primeiros Slams da temporada. Falta o ouro em Tóquio e o troféu do US Open para fazer história.

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