Paul Crock/AFP
Paul Crock/AFP

Djokovic concentra atenções e Nadal encara desconfiança no torneio

Tenista sérvio volta às quadras após se tratar de lesão no cotovelo e vai em busca da sétima conquista em Melbourne

Felipe Rosa Mendes, O Estado de S.Paulo

13 Janeiro 2018 | 20h00

Todos os olhos estarão voltados para Novak Djokovic neste Aberto da Austrália. Afastado do circuito desde julho, o sérvio se recuperou de uma lesão no cotovelo direito e voltará a jogar uma partida oficial direto no Grand Slam. Mesmo assim, será um dos favoritos, mas abaixo do suíço Roger Federer, atual campeão. O espanhol Rafael Nadal, vice em 2017, sofre com a desconfiança em razão dos recentes problemas físicos.

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A expectativa em torno de Djokovic não é por acaso. Uma das grandes estrelas do tênis nos últimos anos, ele é o maior campeão da história do Aberto da Austrália, com seis troféus. Somente o local Roy Emerson tem tantos títulos, obtidos ainda na era amadora do tênis. O conhecido bom rendimento do sérvio no piso duro de Melbourne será testado após uma dura lesão e uma série de seis meses de afastamento.

Djokovic apostou na estratégia bem-sucedida de Federer e Nadal em 2017. A dupla se afastou das quadras na segunda metade da temporada de 2016 para tratar lesões e focar na preparação física. Como resultado, dominaram toda a temporada passada. Por outro lado, Djokovic sofreu com o enorme desgaste de anos seguidos de circuito sem uma parada mais longa para respirar.

A parada veio no fim de 2017. E gerou ainda mais expectativa quando ele retornou às quadras em exibições na semana passada, com grandes atuações e até mudanças técnicas no saque, por causa da lesão no cotovelo.

Djokovic estará no mesmo lado da chave de Federer. Ou seja, um confronto entre os dois poderia ocorrer na semifinal. O suíço é o maior candidato ao título. Sem questões físicas, ele faturou a Copa Hopman, torneio amistoso entre países, na primeira semana do ano. Para chegar ao título, ao lado da compatriota Belinda Bencic, superou adversários como o norte-americano Jack Sock e o alemão Alexander Zverev, atual número quatro do mundo.

Em situação oposta, Nadal gerou desconfiança neste começo de ano. O número 1 do mundo desistiu de torneios alegando foco na recuperação física, após se afastar no fim do ano devido a dores no joelho, e perdeu dois dos três jogos de exibição que fez. Andy Murray, por sua vez, assustou os fãs ao passar por uma operação no quadril na semana passada. Só deve voltar em Wimbledon.

No feminino, a norte-americana Serena Williams e a bielo-russa Victoria Azarenka novamente são as baixas, como ocorreu no US Open do ano passado. Sem a dupla, as expectativas recaem sobre o rendimento da romena Simona Halep, atual número 1 do mundo, da dinamarquesa Caroline Wozniacki, da alemã Angelique Kerber e da ucraniana Elina Svitolina.

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