Djokovic e Nadal decidem 3.º US Open

Ameaçado por boa campanha do espanhol no ano, sérvio busca o segundo Slam de 2013

O Estado de S. Paulo

09 de setembro de 2013 | 07h30

NOVA YORK - Pela terceira vez em cinco anos, Novak Djokovic e Rafael Nadal decidem o US Open. Com um título para cada um (o espanhol venceu em 2010 e o sérvio, no ano seguinte), a partida de “desempate” também terá um sabor especial para o número 1. Caso não chegasse à decisão, Djokovic estaria prestes a perder a liderança por causa da excelente temporada de Nadal.

Mas, tendo garantido um lugar na decisão que começa às 18 horas (de Brasília), Djokovic continuará mais uma semana como líder, independentemente do resultado do jogo. Nadal, contudo, é uma ameaça concreta para que o sérvio, que amanhã chegará à 45.ª semana consecutiva na liderança, termine o terceiro ano seguido como número 1.

"A liderança é importante para mim, claro. Mas vejo que Nadal está mais perto (de voltar a ser número 1). Vou lutar, preciso jogar bem e ganhar títulos. Sei como é, não é a primeira vez que acontece", afirmou Djokovic, ciente do perigo. "Ele perdeu três jogos no ano. Sem dúvida, é o melhor da temporada, não há o que questionar."

Para Nadal, a perspectiva da liderança chega a ser impressionante, se considerarmos que, no ano passado, o espanhol foi mero espectador do US Open vencido pelo escocês Andy Murray. O atual número 2 ainda lutava para recuperar seus joelhos e poder retornar ao tênis em alto nível, o que claramente já conseguiu nesta temporada.

Desde de sua reestreia nas quadras, no saibro do ATP 250 de Viña del Mar, Nadal emendou uma trajetória muito bem-sucedida. No Chile foi vice-campeão, para que na semana seguinte, em São Paulo, conquistasse o primeiro título da temporada. Desde então, foram mais oito, incluindo o octacampeonato em Roland Garros. Em fevereiro, Nadal era quinto do mundo. Na semana de 19 de agosto, tornou-se vice-líder.

Perto dos sucessos de Nadal, a campanha de Djokovic tem sido bastante discreta. Hoje, disputa apenas sua quinta final na temporada. Mas, com exceção de Roland Garros, brigou pelo título dos outros três Grand Slams – incluindo a final de hoje. Na Austrália (sem a presença de Nadal, que optou por não ir para o torneio), conquistou o tricampeonato. Em Wimbledon, foi vice – Andy Murray conquistou o título. Venceu também os ATP 500 de Dubai e o Masters 1.000 de Monte Carlo.

Com grande honestidade, Nadal deixou claro que preferia evitar um confronto com Djokovic. "Gostaria de jogar com outro", disse, com um sorriso. "Mas é como é. Em uma final, quero enfrentar um rival que tenha mais chances de derrotar. Mas jogamos um contra o outro inúmeras vezes e sempre foram ótimas partidas."

Uma delas, lembrou, foi a semifinal de Roland Garros, quando fechou o quinto set em 9/7 para conquistar seu oitavo título no saibro francês. A outra, foi a derrota na final do Aberto da Austrália em 2012 para Djokovic, uma guerra de seis horas.

Vantagem de Nadal. Em confrontos diretos, Nadal supera Djokovic – foram 36 jogos até agora, com 21 vitórias para o espanhol. Com a final de hoje, Nadal chega à marca de 18 finais de Grand Slams disputadas, com 12 títulos. Djokovic, por sua vez, disputou as últimas quatro decisões do US Open.

O que deixa o desafio do sérvio ainda mais complexo é a campanha que Nadal vem fazendo em quadras duras. O espanhol, rei do saibro, está se saindo muito bem no piso, que temia por causa de suas lesões de joelho. Mas, até agora, são 21 jogos sem derrota e três títulos. Uma análise do retrospecto contra Djokovic neste piso mostra que, em tempos passados, o favoritismo não estava ao lado do espanhol. Em 17 jogos, o sérvio venceu 11.

"Ele ainda não perdeu um jogo na superfície nesta temporada e todos sabemos que, antes disso, ele não era tão favorito assim neste tipo de piso", analisou Djokovic. Em compensação, o sérvio confia em sua história para triunfar no Estádio Arthur Ashe. "Sou um tenista vencedor em quadras duras. Eu sei o que preciso fazer, sei como enfrentá-lo."

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