Djokovic festeja vitória na Austrália e diz querer mais títulos

Novak Djokovic cantou canções folclóricas sérvias em uma grande festa, após conquistar o Aberto da Austrália, e ignorou a noite mal-dormida para se concentrar nas próximas glórias nas quadras de saibro de Roland Garros.

IAN RANSOM, REUTERS

31 de janeiro de 2011 | 16h58

"Trouxemos dois sérvios que tocaram nossa música tradicional durante duas horas... Saímos dos vestiários às 2h da manhã. É só isso que lembro", disse Djokovic, com um olhar pasmado, sobre as comemorações no Melbourne Park após sua vitória impressionante por três sets a zero contra o britânico Andy Murray.

"Eu estava me carregando, e (carregando) minhas malas e meu troféu", disse ele a um pequeno grupo de jornalistas nesta segunda-feira.

"Eu até que estava lidando bem comigo mesmo diante das circunstâncias... Não conseguia dormir muito bem porque ainda estava sob a grande impressão de ter vencido o título. Foi difícil por causa da emoção."

Vestindo jeans e uma camiseta, em um dia abafado, o tenista magricelo de 23 anos parecia estar um pouco mal-vestido ao lado do troféu Norman Brookes no campo de críquete de Melbourne.

Ele recuperou sua energia para atingir a plena forma após anos de dúvidas, como vencedor de um único Grand Slam após obter seu primeiro título em Melbourne, em 2008.

"Tem sido um período de altos e baixos para mim nos últimos três anos... Não tive a consistência e a autoconfiança de que precisava."

"Nos últimos dois meses, provavelmente joguei o melhor tênis da minha vida e não poderia pedir um melhor começo para a temporada. Conseguir vencer um Grand Slam dá muita confiança."

Djokovic conquistou seu título depois de derrotar Roger Federer nas semifinais, e sua vitória contra Murray provocou especulações sobre um novo triunvirato nos Grand Slams, tendo o sérvio dividido uma parcela maior dos torneios ao lado do suíço e do espanhol Rafael Nadal.

Apesar de lisonjeado, o tenista, nascido em Belgrado, disse que ainda precisaria se testar em todas as superfícies para se sentir confortável com o elogio.

"Se as pessoas querem me considerar parte dos três grandes, isso é ótimo. Tenho um grande respeito por Federer e Nadal, eles são grandes exemplos de campeões dentro e fora das quadras em todos os sentidos."

"Se eu quiser me tornar o melhor jogador do mundo, terei que vencer mais Grand Slams", acrescentou Djokovic, que nunca passou das semifinais em Roland Garros ou Wimbledon.

"Mas, sim, meu objetivo, pode se dizer, não é apenas me sair bem no saibro, mas ter o melhor resultado em Roland Garros."

Depois de derrotar Murray sob os refletores na arena Rod Laver, Djokovic dedicou sua vitória à Sérvia, provocando aplausos entusiasmados dos compatriotas vestidos de vermelho, branco e azul nas arquibancadas.

Tudo o que sabemos sobre:
TENISDJOKOVICCOMEMORA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.