Narendra Shrestha/EFE
Narendra Shrestha/EFE

Djokovic lamenta jogos sob forte calor: 'Somos parte de uma indústria'

Tenista pede aos organizadores que avaliem dar mais tempo de descanso aos atletas

Estadão Conteúdo

18 Janeiro 2018 | 14h10

Garantido na terceira rodada do Aberto da Austrália, o tenista sérvio Novak Djokovic lamentou o forte calor durante os jogos desta quinta-feira em Melbourne e criticou a organização do torneio. "Chegamos ao limite hoje", disse o ex-número 1 do mundo, após vencer o francês Gael Monfils por 3 sets a 1.

+ Federer e Djokovic vencem e avançam à 3ª rodada do Aberto da Austrália

+ Djokovic admite reunião entre jogadores, mas nega proposta de boicote

"Há certos dias em que você, como supervisor de um torneio, precisa reconhecer que deve dar aos jogadores algumas horas extras de descanso até a temperatura se reduzir", disse o sérvio, referindo-se ao pico de 42 graus que chegou a ser registrado pelos termômetros no Aberto da Austrália.

Segundo o jornal local Herald Sun, as temperaturas atingiram 69 graus no piso da quadra Rod Laver Arena, a principal do complexo de Melbourne Park. O calor fez a maioria dos jogadores reclamarem nesta quinta das condições de jogo. Na quarta, o espanhol Rafael Nadal chegou a pedir que os organizadores acionassem o teto retrátil, das três quadras que contam com o recurso, para proteger os tenistas do sol.

Nesta quinta, Djokovic pediu maior compreensão da organização, apesar de reconhecer as limitações do torneio. "Entendo que um dos fatores [para impedir mudanças nos horários] são os ingressos. Se não disputarmos as partidas, as pessoas ficarem insatisfeitas", declarou.

"Nós fazemos parte de uma indústria. Nosso esporte se tornou uma indústria, como acontece com quase todas as outras modalidades globais. É mais negócio do que esporte. Como alguém que já faz parte deste jogo, e ainda joga este esporte por amor e pura paixão, sei que faz parte, e é claro que todos somos abençoados por ter uma grande compensação financeira, ótimas vidas", ponderou o sérvio.

"Sou muito grato por isso. Mas ao mesmo tempo, o que é mais importante para nós é a nossa saúde e o que acontece após a carreira. Sei que um profissional deve estar apto jogar e ser capaz de enfrentar condições difíceis, mas tem que haver um limite quando há um potencial risco para a saúde", declarou.

A organização do Aberto da Austrália ainda não se manifestou oficialmente sobre a reclamação dos tenistas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.