John Minchillo/ AP
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Djokovic recebe permissão especial e disputará Aberto da Austrália mesmo sem estar vacinado

Tenista sérvio confirma presença no Grand Slam de Melbourne pelas redes sociais nesta terça-feira; imunização contra a covid-19 é requisito obrigatório para entrar no país

Redação, Estadão Conteúo

04 de janeiro de 2022 | 08h22

Acabaram as dúvidas que duravam há mais de um mês. O tenista sérvio Novak Djokovic recebeu uma “permissão de isenção” do governo da Austrália e já está a caminho de Melbourne para disputar o Aberto da Austrália, o primeiro Grand Slam da temporada, que começará no próximo dia 17, apesar de não estar vacinado contra a covid-19 — um requisito obrigatório para os passageiros que chegam ao país da Oceania. A Tennis Australia, órgão encarregado de dirigir a modalidade no país, divulgou nota explicando o processo que vem sendo realizado para conceder a isenção ao número 1 do mundo. 

"Protocolos justos e independentes foram estabelecidos para avaliar as isenções médicas que nos permitirão garantir um Aberto da Austrália de 2022 seguro para todos", disse o diretor do torneio Craig Tiley.

Nas redes sociais, Djokovic anunciou nesta terça-feira que recebeu autorização do Comitê Médico independente para fazer a viagem à Austrália sem receber a vacina contra o novo coronavírus que causou a pandemia.

“Feliz ano novo! Desejo a todos saúde, amor e felicidade em todos os momentos e que sintam amor e respeito por todas as pessoas neste planeta maravilhoso. Passei um ótimo tempo ao lado de minha família e meus entes queridos durante as férias e hoje (terça-feira) estou indo para a Austrália com uma permissão especial”, escreveu o sérvio em sua conta no Instagram.

Esta decisão significa que o tenista de Belgrado conseguiu convencer as autoridades de saúde australianas de que tem uma razão válida para não ser vacinado contra a covid-19, uma vez que a “permissão de isenção” só é atribuída após análise da situação por parte de uma equipe de médicos independente, sem o conhecimento da identidade do requerente. O cenário já tinha sido apresentado como possível por Tiley, que em várias entrevistas a meios de comunicação social australianos adiantou que haveria “um número reduzido de jogadores, treinadores e elementos do staff” a fazer parte do torneio nesta condição.

A decisão já começou a agitar as redes sociais, visto que muitos australianos em situação de emergência não puderam retornar ao país durante a pandemia porque não obtiveram, ao contrário do tenista sérvio, isenção médica.

Nove vezes campeão do Aberto da Austrália e à procura do título que lhe permita se tornar o recordista em torneios de Grand Slam — está empatado com o suíço Roger Federer e com o espanhol Rafael Nadal, todos com 20 cada —, Djokovic adiou até o último instante a comunicação em relação à participação em Melbourne. O sérvio, que no passado revelou por diversas vezes ser contra a vacinação, já tinha tomado, em novembro, a decisão de não se pronunciar mais sobre as suas decisões relacionadas com esta medida de prevenção.

Ele contraiu a doença em junho de 2020, quando realizou um torneio de exibição em Belgrado, e jamais testou novamente positivo em qualquer torneio disputado ao longo da temporada 2021.

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