Clive Brunskill/AFP
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Djokovic planeja superar recorde de Federer até o fim do ano que vem

Conquista do Aberto da Austrália deixa sérvio com 17 taças de Grand Slams ante 20 do suíço

Redação, Estadão Conteúdo

02 de fevereiro de 2020 | 14h46

A conquista do seu oitavo Aberto da Austrália, neste domingo, na decisão contra o austríaco Dominic Thiem, reforçou em Novak Djokovic a esperança de alcançar um feito histórico: a quebra do recorde de títulos de Grand Slams entre os homens, que hoje pertence ao suíço Roger Federer - 20. E o sérvio, dono de 17 taças dos quatro mais importantes torneios do tênis, até já estabeleceu um prazo para isso.

Djokovic, que nesta segunda-feira vai aparecer novamente na primeira colocação do ranking mundial, desbancando o espanhol Rafael Nadal, espera ultrapassar Federer nos próximos sete Grand Slams, ou seja, até o fim do ano que vem.

"Eu vou tentar fazer tudo o que for possível para conquistar esse histórico número um nesta temporada e na próxima", disse Djokovic. "É isso o que eu posso dedicar em termos de tempo e energia para alcançar esse objetivo."

Aos 32 anos, o sérvio sente que não tem muito tempo mais para jogar tênis em altíssimo nível. Além disso, ele disse na entrevista coletiva que concedeu após a conquista do título que a partir de 2022 pretende dedicar mais tempo à sua família. Para tanto, Djokovic diz que vai disputar menos torneios por temporada.

"Meus filhos estão chegando a uma idade em que eu realmente quero passar mais tempo com eles e ser o melhor pai possível, e não ficar na estrada o tempo todo", falou o octocampeão em Melbourne. Ele é pai de Stefan, de cinco anos, e Tara, de dois. "Eu estou chegando perto do momento em que terei de me adaptar a isso, provavelmente jogando menos."  

Quanto ao jogo contra Thiem, o sérvio admitiu que teve muitos problemas no segundo e no terceiro sets, quando o nível de seu jogo caiu bastante. Djokovic disse que se sentiu mal por causa de desidratação e que se recuperou graças às bebidas que foram dadas a ele por sua equipe.

"As bebidas são poções mágicas que meu fisioterapeuta prepara em seu laboratório. É tudo o que eu posso dizer", brincou o sérvio quando lhe perguntaram o que ele havia bebido.

DUPLAS MASCULINAS

O americano Rajeev Ram e o britânico Joe Salisbury conquistaram o título de duplas do Aberto da Austrália com a vitória por 2 a 0 (6/4 e 6/2) sobre os australianos Max Purcell e Luke Saville. Aos 35 anos, Ram foi campeão em sua 58.ª participação em um Grand Slam nas duplas masculinas, um recorde na Era Aberta, iniciada em 1968.

Antes dele, o recorde era do checo Martin Damm, que precisou disputar 55 Grand Slam antes de ser campeão do US Open em 2006, ao lado do indiano Leander Paes.

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