Filip Singer/EFE
Filip Singer/EFE

Djokovic revela uso de vídeos e livros para estudar adversários

Líder do ranking mundial surpreende mostrando conhecer amplamente seu próximo adversário, o luxemburguês Gilles Müller

GREG STUTCHBURY, REUTERS

24 de janeiro de 2015 | 13h09

Cabeça-de-chave número 1 do Aberto da Austrália, Novak Djokovic foi devidamente apelidado de "The Djoker" (alusão a joker, brincalhão, em português, e o curinga do baralho) no tênis masculino por suas cômicas imitações de seus colegas de circuito, mas neste sábado ele revelou que também é um pouco estudioso.

Djokovic se classificou para a quarta rodada do torneio australiano de maneira segura ao vencer o espanhol Fernando Verdasco por 7-6 (8), 6-3 e 6-4 e vai enfrentar Gilles Muller, de Luxemburgo, no próximo jogo.Em busca de seu quinto título no Aberto da Austrália, Djokovic disse que nunca enfrentou Muller, mas que já tem um dossiê de informações a respeito do canhoto.

“Ele participa do circuito há muito tempo. Foi o melhor júnior do mundo. Ele tem um grande saque, é canhoto”, disse Djokovic, quando perguntado sobre o que sabia a respeito do jogador de 31 anos. “Ele sobe à rede. Ele tem um belo saque com slice. Esse é o favorito dele.”

"Ele sofreu um pouco com contusões nos últimos anos, mas acho que tem jogado o seu melhor tênis nos últimos seis meses.”O nível de conhecimento de seu próximo adversário surpreendeu a muitos, acostumados a jogadores que mal olharam o sorteio e muito menos estudaram seus potenciais próximos adversários.

“É meu trabalho conhecer meus colegas, jogadores, especialmente se vou jogar contra eles”, declarou Djokovic. “Então, eu faço meu dever de casa. Vir para quadra e jogar do jeito que eu quero contra alguém que nunca enfrentei antes pode ser perigoso, por causa da incerteza sobre o que ele pode fazer em certos momentos.”

Djokovic não se preocupou em analisar Verdasco e sabia bem a ameaça que o espanhol, que já integrou a lista dos dez melhores tenistas do mundo, podia representar. “Este é o motivo pelo qual tenho de fazer meu dever de casa, sentar com o time, me preparar bem com vídeos de análise.”

Verdasco obrigou seu compatriota Rafael Nadal a jogar uma partida de cinco horas, uma maratona de cinco sets, na semifinal de 2009 em Melbourne e levava uma pequena desvantagem para o sérvio em seus confrontos na carreira, 6-4. “Foi um grande desafio para nós dois”, acrescentou Djokovic.

“Ele já esteve entre os dez melhores do mundo. É alguém que adora jogar em quadras centrais, disputar grandes jogos. O momento decisivo provavelmente foi ter vencido o tiebreaker, mesmo tão disputado como estava, então estou feliz de ter passado em sets diretos.”, finalizou o líder do ranking mundial.

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