Toby Melville/EFE
Toby Melville/EFE

Djokovic separa Murray da glória em Wimbledon

Escocês pode se tornar o primeiro britânico a ser campeão no All England Club desde 1936

O Estado de S. Paulo

06 de julho de 2013 | 20h00

LONDRES - Rafael Nadal e Roger Federer caíram logo nas primeiras rodadas de Wimbledon, mas os outros dois tenistas que fazem parte do quarteto que claramente se destaca dos demais, Novak Djokovic e Andy Murray, prometem outra final emocionante neste domingo, a partir das 10h, com transmissão pelo SporTV.

Murray novamente enfrenta grande pressão. Ele está a uma vitória de um trunfo histórico - desde 1936 um britânico não conquista o título do Grand Slam inglês. Nas oitavas de final, contra Fernando Verdasco, o escocês perdeu os dois primeiros sets e emitiu sinais de que a responsabilidade pesou sobre os seus ombros. Mas é inegável que o ano passado foi rico em experiências que fizeram dele um jogador mais preparado para enfrentar adversários com grande força mental, como um Djokovic ou um Rafael Nadal.

Murray comparou como se sente agora em relação à final de Wimbledon de 2012, quando foi superado por Federer. “Não saí daquela final duvidando de mim mesmo, eu estava sem arrependimentos. Mas agora acho que estou em um lugar mentalmente melhor, porque já passei por isso e ganhei um Slam (o Aberto dos EUA do ano passado). Espero ficar mais calmo”, afirmou o número 2 do mundo. “Aprendi muito com o ano passado e o que mais importa é que agora eu sei a maneira de jogar para ganhar jogos decisivos.”

Murray revelou ainda que já não tem mais a mesma amizade que já teve com Djokovic. “Novak e eu temos uma amizade profissional. Nós conversamos bastante sobre tênis, mas agora é só isso. Antes, éramos mais próximos. Espero que quando pararmos seja diferente. É difícil fazer grandes partidas com muita coisa em jogo e ainda ser o melhor amigo dessa pessoa.”

O confronto entre Murray e Djokovic tem ofuscado a rivalidade entre Nadal e Federer.

O escocês e o sérvio têm a mesma idade (26 anos) e protagonizaram duas das três últimas finais de Grand Slam – disputaram a final do Aberto dos EUA do ano passado, com vitória de Murray, e do Aberto da Austrália, em que “Nole” deu o troco. “Nascemos em 1987, como Messi e Vettel. É um bom ano”, brincou Djokovic na véspera da final de Melbourne.

Ao contrário da final feminina, que reuniu jogadoras que nunca haviam vencido Grand Slam, a masculina opõe justamente o primeiro do ranking (Djokovic) ao segundo.

Djokovic persegue seu sétimo título de Grand Slam na carreira. Em Londres, o sérvio tentará dar continuidade a uma boa temporada. Em Melbourne, ele se tornou o primeiro jogador a levantar três troféus seguidos do Aberto da Austrália, mas Nadal interrompeu suas conquistas ao derrotá-lo na semifinal de Roland Garros.

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