Andrew Boyers/Reuters
Andrew Boyers/Reuters

Djokovic oferece apoio financeiro para ex-tenista ucraniano que foi para a guerra

Sergiy Stakhovsky, de 36 anos, ganha suporte do astro sérvio após decidir abandonar o tênis para lutar contra as tropas russas

Redação, Estadão Conteúdo

07 de março de 2022 | 12h07

Tenista profissional entre 2003 e janeiro deste ano, o ucraniano Sergiy Stakhovsky ganhou o apoio de Novak Djokovic em seu esforço para defender seu país na guerra contra a Rússia. O atleta nascido em Kiev revelou que o colega sérvio ofereceu apoio, até mesmo financeiro, para o ex-tenista que virou soldado na capital ucraniana.

"Por favor, me diga qual é a melhor forma de enviar alguma ajuda para você... Apoio financeiro ou qualquer outra forma de ajuda...", disse Djokovic em mensagem de texto enviada a Stakhovsky. Na mensagem, publicada pelo ucraniano em suas redes sociais, o sérvio demonstra preocupação com o ucraniano e deseja que o conflito se encerre logo.

Em seguida, Stakhovsky agradeceu pelo apoio, também pelas redes sociais: "Muito obrigado pela ajuda! A Ucrânia é grata a você!" Em entrevista ao jornal italiano "La Stampa", o ucraniano foi além e até cutucou Roger Federer e Rafael Nadal por não demonstrarem apoio público ao povo ucraniano.

"Também tentei falar com eles, mas não tive sucesso. Lamento que prefiram ficar em silêncio, embora entenda a situação deles. Não é a guerra deles. Mas temos o apoio de grandes personalidade e espero que este apoio permaneça", comentou o ex-número 31 do mundo e dono de quatro títulos de ATP na carreira.

Stakhovsky, de 36 anos, encerrou sua carreira em janeiro deste ano, após ser eliminado logo na primeira rodada do qualifying do Aberto da Austrália. Além dos quatro títulos, ele tem a ostentar no circuito uma grande zebra em 2013. Na ocasião, derrubou Federer, franco favorito ao título de Wimbledon, logo na segunda rodada.

Cerca de um mês após abandonar as quadras, o ucraniano deixou sua esposa e seus três filhos na Hungria e passou a se envolver no confronto com a Rússia. Ele se alistou no exército como reservista, apesar da falta de experiência militar, e começou a divulgar a causa ucraniana em suas redes sociais.

Em uma das fotos, aparece vestido com o uniforme do exército ucraniano e segurando uma arma. "Nunca na minha vida imaginei que um dia usaria um colete à prova de balas em Kiev", comentou. "É um desastre como a Rússia invadiu a Ucrânia. Bombardeando cidades, matando pessoas inocentes. O mundo precisa de unir para interromper isso e colocar Putin no lugar onde ele merece estar: no porão de uma previsão."

Em outras publicações, afirmou que o povo ucraniano não se renderia diante dos russos e atacou o presidente da Rússia, Vladimir Putin: "Putin, vamos dançar sobre o seu túmulo".

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