Andrej Isakovic / AP Photo
Andrej Isakovic / AP Photo

Em baixa, Djokovic confirma rompimento de parcerias com Agassi e Stepanek

Sérvio perdeu quase todo ano de 2017 por causa de um problema no cotovelo e há dois meses foi submetido a uma cirurgia no punho

Estadão Conteúdo

04 de abril de 2018 | 09h58

Em baixa no circuito profissional e atualmente na 13ª posição do ranking mundial, Novak Djokovic anunciou oficialmente nesta quarta-feira o fim das parcerias que tinha com o norte-americano Andre Agassi e com o checo Radek Stepanek, que vinham trabalhando como treinadores do tenista sérvio.

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Por meio de um comunicado, a assessoria do ex-número 1 do mundo informou que o fim da relação entre as partes foi definida depois da participação do sérvio no Masters 1000 de Miami, encerrado no último domingo. No importante torneio realizado em quadras duras, ele decepcionou a ser eliminado em sua estreia ao cair diante do francês Benoit Paire, 47º colocado da ATP.

A nota oficial publicada no site oficial do sérvio não traz nenhuma declaração do tenista de 30 anos de idade e só cita Agassi, lendário e carismático ex-líder do ranking mundial, na linha final do comunicado, em um indício de que a relação entre os dois não foi boa como se esperava que poderia ser. "A cooperação entre Novak e Andre Agassi também foi encerrada", se limitou a dizer sobre o norte-americano.

Inicialmente, Agassi foi contratado em maio do ano passado para treinar Djokovic para o Grand Slam de Roland Garros, antes de a continuidade da parceria ser prorrogada até 2018 em um anúncio feito em setembro, depois de o sérvio ter encerrado a sua temporada de forma precoce, em julho, após ser eliminado nas quartas de final de Wimbledon.

O sérvio vem sofrendo com lesões desde o ano passado. Ele perdeu quase toda metade da temporada de 2017 por causa de um problema no cotovelo e há dois meses foi submetido a uma cirurgia no punho. Antes disso, foi eliminado nas oitavas de final do Aberto da Austrália e só jogou outros dois torneios em 2018 após o Grand Slam realizado em Melbourne - antes de cair em Miami, ele havia sido surpreendido pelo japonês Taro Daniel em seu primeiro jogo no Masters 1000 de Indian Wells, também nos EUA.

Antes de demitir Agassi, Djokovic já havia encerrado, no fim de 2016, uma parceria com o alemão Boris Becker, outro ex-líder do ranking mundial, então quando o sérvio perdeu o seu posto de número 1 da ATP para o britânico Andy Murray, que também precisou se afastar do circuito profissional por motivo de lesão e hoje é o 30º colocado da ATP.

Apesar da história vitoriosa do Agassi no tênis, o comunicado desta quarta-feira preferiu abordar quase que exclusivamente do fim da parceria do tenista de Belgrado com Stepanek, ex-número 8 do ranking mundial e que se aposentou da carreira como jogador em novembro do ano passado.

"O relacionamento privado com Stepanek foi e continuará sendo ótimo, e Novak desfrutou do trabalho com ele e aprendendo com ele. Ele (Djokovic) continuará grato e agradecido por todo o apoio que recebeu de Radek durante o último período (de parceria entre as partes)", destacou o comunicado, que depois falou sobre a luta do sérvio para voltar a exibir o alto nível que o levou a dezenas de títulos e a figurar no topo do ranking por um bom tempo.

"Novak continua focado e ansioso para voltar mais forte e mais resiliente da longa pausa por lesão que afetou sua confiança e seu jogo. Ele está continuamente e apaixonadamente procurando por novas e diferentes maneiras de recuperar sua forma vencedora. Djokovic irá, no curto período de férias com a família, começar a sua preparação para a temporada de saibro e os próximos torneios", informou a nota oficial.

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