Em busca do 2.º título no ano, Federer enfrenta 'pupilo' na Basileia

Suíço encara o búlgaro Grigor Dimitrov, tido como uma das principais promessas do tênis

Diogo Coelho, O Estado de S. Paulo

25 de outubro de 2013 | 07h30

SÃO PAULO - Em 2001, a Quadra Central de Wimbledon foi palco de um dos maiores jogos da história do tênis: a surpreendente derrota de Pete Sampras para o então jovem Roger Federer em cinco sets (7/6, 5/7, 6/4, 6/7 e 7/5). Mais do que encerrar uma sequência de quatro títulos do norte-americano na grama do All England Club, a partida marcou uma espécie de "passagem de bastão" de Sampras, que dominou amplamente o circuito na década de 90, para um tenista talentoso e que amadurecia para ser um dos grandes protagonista do esporte.

Nesta sexta-feira, pelas quartas de final do ATP 500 da Basileia, Federer terá uma situação semelhante com a que viveu em 2001. Desta vez, é o suíço quem vai enfrentar pela primeira vez o seu "pupilo" Grigor Dimitrov. Tido como um dos tenistas mais talentosos da nova geração, o atual namorado da russa Maria Sharapova ganhou destaque na imprensa internacional quando seu ex-treinador, o sueco Peter Lundgren, disse que, aos 21 anos, o búlgaro já era melhor que Federer na mesma idade, o que lhe rendeu o apelido de "Baby Federer".

As semelhanças não são poucas. Além do estilo de jogo completo, do backhand de apenas uma mão e o grande talento para improvisações nas quadras, Dimitrov, assim como Federer, também ganhou o torneio juvenil de Wimbledon e foi número 1 do mundo na categoria. No profissional, porém, os resultados são bem mais modestos. Aos 22 anos, o búlgaro só conquistou o primeiro título no circuito masculino no último domingo, ao bater David Ferrer de virada na decisão do ATP 250 de Estocolmo, resultado que o elevou ao posto mais alto de sua carreira (22.º lugar). Em 2003, quando completou os mesmos 22 anos de idade, o suíço alcançou a vice-liderança do ranking e já colecionava 11 títulos, incluíndo o Masters Series de Hamburgo (2002), O Grand Slam de Wimbledon (2003) e a antiga Masters Cup (Atual ATP Finals, também em 2003).

Em 2013, os dois vivem momentos distintos. Apesar de bons resultados como o título no ATP 250 de Halle, final do Masters 1.000 de Roma, semifinal do Aberto da Austrália e quartas de final de Roland Garros, Roger Federer, que admitiu ter jogado boa parte do ano com dores nas costas, vem tendo uma temporada irregular para os seus padrões, com eliminações precoces (perdeu na segunda rodada de Wimbledon) e derrotas para jogadores de ranking bem inferior, chegando a figurar na sétima posição da lista da ATP, algo que não acontecia desde 2002. Do outro lado, Dimitrov vive o seu melhor momento na carreira, colecionando resultados expressivos como o título do ATP 250 de Estocolmo, o vice-campeonato no ATP 250 de Brisbane logo na primeira semana da temporada (perdeu para Andy Murray), semifinal no ATP 500 de Roterdã e quartas de final no Masters 1.000 de Montecarlo, onde fez um jogo duríssimo de três sets contra Rafael Nadal.

Na Basileia, os objetivos também são bem diferentes. Enquanto o "pupilo" Dimitrov tenta conquistar mais pontos para fechar o ano no top 20, o "mestre" Federer precisa do título em sua terra natal para garantir uma vaga no ATP Finals, competição que reúne os oito melhores tenistas da temporada e que conta com a presença ininterrupta do suíço desde 2002. Resta saber se a história de Wimbledon 2001 não irá se repetir novamente.

COMPARATIVO GERAL

Roger Federer

Idade - 32 anos

Altura - 1,85m

Peso - 85 kg

Profissinal desde 1998

Vitórias/Derrotas - 914/211 (não inclui os resultados dessa semana)

Títulos/Vices - 77/35

Prêmio em dinheiro - US$ 77.995.024

Grigor Dimitrov

Idade - 22 anos

Altura - 1,88 m

Peso - 77 kg

Profissinal desde 2008

Vitórias/Derrotas - 82/74 (não inclui os resultados dessa semana)

Títulos/Vices - 1/1

Prêmio em dinheiro - US$ 1.932.101

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