Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

'Em casa', Nadal diz que título pode ser 'recomeço'

Diante de grande público no Ibirapuera, espanhol garantiu a vitória do Brasil Open

FELIPE ROSA MENDES E NATHALIA GARCIA, Agência Estado

17 de fevereiro de 2013 | 17h01

SÃO PAULO - Em 2005, o jovem Rafael Nadal, então com 18 anos, conquistou seu segundo título da carreira no Brasil Open, ainda na condição de promessa. Oito anos e 11 títulos de Grand Slam depois, o espanhol espera que o bicampeonato na competição brasileira sirva de "recomeço" em sua brilhante trajetória no circuito.

"O que realmente conta na carreira de um atleta são os títulos. Estou muito feliz por vencer aqui pela segunda vez. Pode ser um recomeço", afirmou o ex-número 1 do mundo, que busca a reabilitação no tênis profissional após ficar afastado por sete meses para tratar uma lesão no joelho esquerdo.

O tom de recomeço no Brasil se deve principalmente ao revés sofrido na semana passada. Em Viña Del Mar, o espanhol chegou às finais de simples e duplas. Mas perdeu as duas. As derrotas aumentaram a desconfiança sobre sua condição física. As vitórias obtidas no Brasil Open, nesta semana, não melhoraram seu status do momento.

Contudo, surpreendeu a torcida neste domingo ao exibir grande performance no seu teste mais difícil em seu retorno, o confronto com o experiente David Nalbandian, outro especialista em saibro. "Hoje fiz minha melhor partida", avaliou Nadal, que disse ter sentido poucas dores no joelho durante a decisão. Evidentemente, quando não sinto dor, o tênis é melhor, minha cabeça fica melhor. Mentalmente, estou forte", garantiu.

Nadal, que contou com a torcida ilustre de Ronaldo e Anderson Silva, disse se inspirar no ex-atacante em sua recuperação. Assim como o tenista, o ex-jogador teve problemas nos joelhos durante sua carreira.

"Ronaldo é um exemplo para muitos por tudo que conquistou, por todos os problemas que enfrentou, as operações complicadas que fez. É difícil voltar depois destes problemas e ganhar a Bola de Ouro [da Fifa] e a Copa do Mundo [em 2002]. É um exemplo de superação e trabalho", elogiou.

Nadal também disse estar feliz pelo "recomeço" no Brasil por causa da familiaridade com o povo brasileiro. "Me sinto bem no Brasil porque as condições são parecidas com as do meu país. Consigo me fazer entender, me comunicar perfeitamente. O clima e as pessoas são agradáveis. Aqui me sinto mais em casa do que em outros lugares", revelou. "Não pude conhecer a cidade, mas espero poder voltar de férias e não a trabalho".

VICE-CAMPEÃO

Derrotado na final deste domingo, Nalbandian admitiu que Nadal foi melhor em quadra. "Hoje não foi minha melhor partida da semana. Rafa jogou melhor, tomou a iniciativa nos pontos e, no segundo set, não pude aproveitar", lamentou o argentino, que chegou a abrir 3/0 na segunda parcial, mas levou a virada.

De volta às quadras, após cinco meses, Nalbandian fez avaliação positiva de sua participação no Brasil Open. "Depois de tanto tempo sem jogar, a verdade é que foi uma boa semana para mim", disse o argentino, que já projeta o Torneio de Buenos Aires, na próxima semana. "Em Buenos Aires, as condições do torneio são melhores, o piso é muito mais lento, as bolas são mais pesadas".

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