Errani é suspensa por dois meses pela ITF por caso de doping

Italiana diz que consumiu inadvertidamente medicamento para câncer de mama

Estadão Conteúdo

07 de agosto de 2017 | 13h38

A Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês) anunciou nesta segunda-feira que a italiana Sara Errani, que já disputou uma final de Roland Garros, foi suspensa por dois meses após testar positivo para a substância proibida letrozol em um exame antidoping realizado em fevereiro.

Errani negou ter se dopado e culpou o resultado pelo consumo inadvertido de um medicamento para tratamento de câncer de mama da sua mãe. "Nunca usei, na minha vida e durante a minha carreira, qualquer substância proibida", disse a italiana em um comunicado. "Estou extremamente decepcionada, mas ao mesmo tempo em paz com a minha consciência e consciente de que não fiz nada de errado".

O painel responsável pelo julgamento de Errani apontou que a culpa da tenista italiana foi na "extremidade inferior da escala", mas ainda assim decidiu suspendê-la por dois meses, em punição iniciada em 3 de agosto.

A italiana também teve os seus resultados anulados no período entre 16 de fevereiro e 7 de junho. Nesse período, a sua melhor campanha foi ter avançado até as semifinais do Torneio de Rabat, no Marrocos. Em Roland Garros, caiu na segunda rodada. A punição a Errani se encerrará em 2 de outubro, o que a impedirá de participar do US Open.

Errani foi finalista da edição de 2012 de Roland Garros, perdendo a decisão para a russa Maria Sharapova, além de ter completado um Grand Slam de carreira nas duplas com a também italiana Roberta Vinci.

Hoje a número 98 do mundo, Errani possui nove títulos de simples e 25 nas duplas em torneios da WTA. A sua melhor posição no ranking foi a quinta colocação, alcançada em 2013. Ela também ajudou a Itália a conquistar três títulos da Fed Cup.

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