Craig Golding/EFE
Craig Golding/EFE

Espanha prende 83 pessoas, incluindo 28 tenistas, em investigação sobre apostas

Também foram congeladas 42 contas bancárias, de acordo com a Europol, agência policial da União Europeia

Redação, O Estado de S.Paulo

10 Janeiro 2019 | 11h39

A Guarda Civil Espanhola fez prisões generalizadas nesta quinta-feira após uma investigação sobre a manipulação de resultados no tênis por uma gangue criminosa armênia.

Onze buscas domiciliares foram realizadas na Espanha e 167 mil euros (cerca de R$ 710 mil) em dinheiro foram apreendidos, juntamente com uma espingarda, mais de 50 dispositivos eletrônicos, cartões de crédito, cinco veículos de luxo e documentação relacionada ao caso. Quarenta e duas contas bancárias e seus saldos foram congelados.

A Guarda Civil disse em um comunicado que 15 pessoas foram presas, incluindo os líderes da organização criminosa, enquanto outras 68 pessoas estão sendo investigadas.

Das 83 pessoas envolvidas no caso, 28 são jogadores de tênis profissionais, atuando em torneios de nível futures e challenger. Um jogador, que competiu na edição 2018 do US Open também está envolvido, mas sua identidade não foi revelada.

"Nossos diretores provaram que o grupo estava operando desde fevereiro de 2017 e estima que eles ganharam milhões de euros através da operação", informou a Guarda Civil, em comunicado.

Notícias das prisões foram reveladas um dia depois da Unidade de Integridade do Tênis (TIU, sigla em inglês) ter divulgado que, em 2018, mais tenistas foram acusados de violar as regras anticorrupção.

Vinte e um indivíduos violaram as regras de corrupção com a maioria sancionada por crimes de manipulação de resultados ou de apostas. Oito pessoas foram banidas do esporte, como o italiano Daniele Bracciali, que chegou a ocupar a posição 49 do ranking.

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