Arquivo/AE
Arquivo/AE

'Estou muito longe do Guga', admite Bellucci

Melhor brasileiro da atualidade acredita que precisa trabalhar físico e técnica para se aproximar de ídolo

EFE,

23 de fevereiro de 2010 | 14h41

Considerado o melhor tenista do país desde Gustavo Kuerten, Thomas Bellucci evitou hoje comparações com o ex-número 1 do mundo e tricampeão de Roland Garros, em entrevista concedida à Agência Efe. 

Atual número 32 do ranking da ATP, Bellucci é o primeiro brasileiro a chegar ao top 50 desde 2004, quando Kuerten esteve na 40ª colocação.

"Estou muito longe do Guga, enquanto ele ganhava Roland Garros eu ainda era uma criança. Agora trabalho duro, mas preciso melhorar em vários aspectos para me aproximar dele", admitiu.

Nesta temporada, o paulista de 22 anos já conquistou um título - o do torneio de Santiago (Chile), quando venceu nas semifinais o ídolo local Fernando González, número 12 do mundo.

"Tenho que melhorar para subir mais no ranking, tanto no lado físico como no técnico. Minha maior dificuldade é com as partidas que chegam a cinco sets. Nos Grand Slams sofri um desgaste muito grande e quero mudar isso", explicou.

Nesta terça-feira, Bellucci começou bem no torneio de Acapulco, ao vencer o espanhol Oscar Hernández (80º no ranking da ATP) por 2 sets a 0, com parciais de 6-3 e 6-2.

"Esperava um duelo mais difícil, mas as coisas saíram bem pra mim. Na segunda rodada terei um rival complicado, o vencedor entre o espanhol David Ferrer, que é o 17 do mundo, e o italiano Potito Starace (66º). Estou me preparando para um grande desafio, que pode se estender a três sets", disse.

Bellucci também afirmou que sua confiança cresceu após a conquista em Santiago, e espera chegar longe em Acapulco, considerado por ele como um de seus "torneios favoritos". "Tudo é perfeito, gosto muito de jogar aqui e espero ter um dsempenho melhor que o do ano passado, quando fui eliminado cedo (perdeu na segunda rodada para o francês Gaël Monfils)", finalizou.

Tudo o que sabemos sobre:
tênisThomaz BellucciGustavo Kuerten

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.