Wander Roberto/Inovafoto
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Estreante do dia no Chile, tenista Bruno Sant'Anna sonha com Jogos do Rio

Sul-Americanos tem time de jovens brasileiros que sonham em entrar no grande circuito do tênis

Nathalia Garcia, enviada especial, O Estado de S. Paulo

09 de março de 2014 | 09h17

SANTIAGO - Um tenista tem poucas oportunidades de jogar para brigar por uma medalha. Com a expectativa de entrar neste universo, os brasileiros estreiam nesta segunda-feira, às 10 horas, nos Jogos Sul-Americanos, em Santiago, no Chile. O time masculino contará com Bruno Sant'Anna, Fabiano de Paula e Rogério Dutra Silva. Já o feminino terá Laura Pigossi, Gabriela Cé e Paula Gonçalves, campeãs do Zonal Americano da Fed Cup.

A competição é uma boa chance para os mais jovens mostrarem serviço, e o novato Sant'Anna espera aproveitá-la. "Fiquei muito feliz de ser convocado. Para mim, é uma honra poder jogar pelo Brasil. Vou dar o meu melhor, sem dúvida. Quero aproveitar o momento e desfrutar", afirmou.

O tenista de 20 anos, considerado a revelação nacional da modalidade quando disputava o juvenil, tem encontrado dificuldade para se consolidar no circuito profissional. Nesta temporada, conquistou o torneio de nível Future, em Villa Allende, na Argentina, nas duplas ao lado de Tiago Fernandes e aparece como número 419 do mundo. O seu melhor ranking da ATP foi em outubro de 2013, quando assumiu o 337.º lugar.

Para ele, o momento de se firmar tem sido mais complicado do que o período de transição do juvenil. "De um ano para cá, eu mais ou menos estacionei no mesmo ranking. A passagem está sendo mais difícil", avaliou.

E ele aponta a falta de maturidade e a limitação de sua parte física como os culpados por esse entrave. "Ainda fico muito nervoso, tenho momentos de juvenil, como a gente fala. Quando a cabeça estiver 100% no jogo, 100% no que tenho de fazer, vou conseguir subir bem", projetou.

A meta da temporada agora é melhorar o seu desempenho em quadra e aparecer entre os 250 melhores tenistas do mundo. Dessa forma, espera se estabelecer em um novo patamar para disputar torneios de nível Challenger e até sonha em entrar no qualifying do US Open, em agosto. Mas o objetivo maior é poder disputar os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. "Acho que nada é impossível. É um objetivo difícil de ser alcançado, mas a gente treina todo dia para alcançá-lo", sonha.

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