REUTERS / John Sibley
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Ex-tenista Boris Becker é condenado a 2 anos e meio de prisão após ocultar fortuna

Multicampeão, com seis títulos de Grand Slams, o alemão é considerado culpado por não declarar bens e imóveis após documentar pedido de falência

Redação, Estadão Conteúdo

29 de abril de 2022 | 16h27

Dono de seis títulos de Grand Slams, o ex-tenista Boris Becker, de 54 anos, foi condenado a dois anos e meio de prisão, durante julgamento realizado nesta sexta-feira, em Londres. A condenação vem três semanas depois de o multicampeão alemão ser declarado culpado de ocultar milhões de euros em ativos para evitar pagar dívidas após declaração de falência.

O problema começou em junho de 2017, quando o Arbuthnot Latham, banco privado de Londres, entrou com o pedido de falência de Becker em razão de uma dívida com quase dois anos de atraso, fruto de um empréstimo. Então, declarado falido, ele precisou listar seus ativos para a Justiça, mas deixou valores bastante altos de fora.

O ex-tenista ocultou uma propriedade na Alemanha, um empréstimo bancário de 825 mil euros e ações de uma empresa de tecnologia. Além disso, transferiu altas quantias de sua conta bancária comercial para contas de terceiros, como as de suas ex-esposas Barbara Becker e Sharlely "Lilly" Becker.

Boris Becker respondia ainda a outras 20 acusações, das quais foi absolvido. Uma delas dizia que ele falhou em não entregar aos credores prêmios conquistados durante sua vitoriosa carreira de tenista, inclusive dois Troféus de Wimbledon e a medalha de ouro da Olimpíada de 1992.

Ao anunciar a sentença nesta sexta-feira, a juíza Deborah Taylor afirmou que o alemão não demonstrou qualquer tipo de remorso. "Embora eu entenda sua humilhação como parte do processo, não houve nenhuma humildade", comentou Taylor. Segundo a agência de notícias Associated Press, Becker terá de cumprir pelo menos 15 meses da sentença antes de tentar diminuir a pena.

O ex-tenista negou todas as acusações desde o início e o advogado dele, Jonathan Laidlaw, afirmou que o cliente não gastou dinheiro com um "estilo de vida luxuoso", mas com despesas como pensão alimentícia e aluguel. Há 20 anos, em 2002, Becker já havia enfrentado problemas com a Justiça da Alemanha, onde foi julgado por evasão fiscal e tentativa de evasão fiscal.

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