Ex-tenistas concordam com Roger Federer: ele é um gênio

O suíço Roger Federer não foi nada modesto ao comentar sua vitória sobre o chileno Fernando González, neste domingo, que valeu a conquista do Aberto da Austrália, o 10.º Grand Slam de sua carreira. "Acredito que sou o melhor jogador de tênis do mundo, e pode me chamar de gênio porque me imponho aos meus rivais de forma diferente, ganhando mesmo sem jogar o meu melhor". A frase do tenista pode parecer total falta de humildade, mas não é. A imprensa mundial e outras personalidades do tênis, seja do passado ou do presente, concordam com Federer. "Para ganhar dele, só se der uma raquetada na cabeça dele", brincou o australiano Rod Laver, ganhador de 11 torneios de Grand Slam na década de 60. "Ele realmente é um gênio. Tem todos os golpes e se mantiver essa forma, será o melhor da história. Vale lembrar que ele ainda está na metade de sua carreira", completou. O francês Yannick Noah, vencedor do Torneio de Roland Garros, ressaltou que nunca viu um jogador dominar tanto em quadra como Federer faz. "Neste nível, nunca vi. (Bjorn) Borg poderia bater você quando quisesse, mas você sempre sentiria que poderia reagir. Mas com Roger, não. Ele ganha um torneio sem perder um set sequer e você sente que ele ainda tem muitos recursos para mostrar", disse o ex-tenista, em entrevista ao jornal L´Equipe. Apesar de muitos já o considerarem o melhor de todos os tempos, Federer ainda precisa de mais algumas façanhas para justificar nos números o seu poder em quadra. Com seu 10.º título em torneios de Grand Slam, o suíço se igualou ao norte-americano Bill Tilden, mas ainda está atrás de outros quatro "monstros" do tênis - o norte-americano Pete Sampras (14 conquistas), os australianos Roy Emerson (12) e Rod Laver (11) e o sueco Bjorn Borg (11). Além disso, quer acabar com um tabu que o incomoda há algum tempo: ganhar o Aberto da França. Assim, poderia sonhar com a conquista do Grand Slam, que é vencer os quatro maiores torneios do mundo na mesma temporada - o Aberto de Wimbledon, na Inglaterra, e o US Open, nos Estados Unidos, completam a lista. Federer só espera que o espanhol Rafael Nadal, seu algoz nos dois últimos anos, não atrapalhe. "Estou melhorando no saibro e quem sabe chego na final e o Nadal não esteja lá ou tenha condições de vencê-lo".

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