Falta de ritmo preocupa Federer antes do Aberto da Austrália

Atual número 1 garante estar 100% recuperado de uma recente virose e tenta o seu 13.º troféu de Grand Slam

Chiquinho Leite Moreira, O Estado de S. Paulo

13 de janeiro de 2008 | 15h43

Com suas iniciais, RF, gravadas de forma estilizada no boné, Roger Federer fez sua primeira aparição em público no Aberto da Austrália neste domingo para a tradicional entrevista do campeão. Em busca do quarto título em Melbourne Park e o 13.º troféu de Grand Slam, o número 1 do mundo garantiu estar 100% recuperado de uma recente virose, mas não disfarçou uma certa preocupação com a falta de ritmo. Faz seu primeiro jogo do ano nesta terça-feira diante do argentino Diego Hartfield, 107 do ranking.   "Estou fisicamente muito bem, posso dizer que 100% recuperado", disse o suíço. "Mas, não há dúvidas que tive uma preparação diferente. É a primeira vez que chego a um Grand Slam sem ter feito nenhuma partida antes."   A performance de Roger Federer em torneios do Grand Slam é invejável. Ganhou 12 dos 18 que disputou e parte em busca da 10.ª final consecutiva em uma competição desse porte. Aos 26 anos, está a apenas dois troféus do recorde de Pete Sampras de 12 títulos da categoria. É o numero 1 do mundo desde 4 de fevereiro de 2004, quando ganhou pela primeira vez o Aberto da Austrália. Só pode perder essa condição se o vice-líder Rafael Nadal for campeão este ano, e Federer cair antes das semifinais.   Confiante, Federer assumiu a responsabilidade de favorito e vê boas perspectivas de repetir uma boa campanha, apesar da mudança no piso das quadras de Melbourne Park. "Acho que a superfície ficou um pouco mais lenta. Gostei também da alteração da cor de verde para azul, é mais simpática. Só espero que os organizadores não mudem mais o piso e fiquem assim por 50 anos.   Afinal, imaginem se Roland Garros resolvesse mudar o saibro de seu torneio, repentinamente, tudo poderia mudar." Apesar da leve crítica, Federer revelou-se simpático aos australianos ao considerar que o Aberto da Austrália não deve jamais perder seu status de Grand Slam. Existe uma corrente tentando levar o torneio para a Ásia, mais especificamente para China, enquanto também os espanhóis gostariam de ter um Slam.   "Este é um torneio muito tradicional, com muitas histórias", afirmou Federer. "Além disso, as companhias de aviação estão muito mais modernas e os vôos para a Austrália estão muito mais confortáveis", disse o suíço.

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