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'Farei o meu melhor para ficar na liderança', diz Jamie Murray

Só cinco pontos separam o britânico e Marcelo Melo no ranking

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

05 de abril de 2016 | 07h01

A família Murray continua fazendo história no circuito de tênis. Mas dessa vez o famoso Andy foi apenas espectador do sucesso do irmão mais velho. Jamie Murray foi confirmado pela ATP como número 1 do mundo do ranking individual de duplas nesta segunda-feira, desbancando o brasileiro Marcelo Melo. 

"É um sonho virar número 1, me sinto abençoado por essa conquista. Farei o meu melhor para permanecer na liderança. Eu sinto muito mais motivação agora", diz Jamie ao Estado.

Não será uma tarefa fácil cumprir esse objetivo. Apenas cinco pontos separam os dois: são 7.415 pontos para o britânico e 7.410 para o brasileiro. Além disso, o retrospecto não está a favor de Jamie. Nos últimos dez Grand Slams, nenhuma parceria campeã fez dobradinha. Atual vencedor do Aberto da Austrália, ao lado de Bruno Soares, o escocês tentará mudar a escrita em Roland Garros. 

"A alternância mostra que o jogo de duplas é aberto, com muitos times bons. Mas isso mostra também que é mais fácil ganhar um torneio do que ser consistente nas 52 semanas", avalia Murray, que passou a se dedicar às duplas em 2006.

O britânico está confiante em sua parceria com o brasileiro após dois títulos na temporada. Os dois tenistas classificam este início de ano como maravilhoso e trocam elogios. "Bruno tem uma devolução brilhante, que me permitirá evoluir meus pontos fortes. Ele é muito calmo sob pressã", avalia Jamie. "Ele possui um dos melhores voleios do mundo e agilidade diferenciada na rede", devolve o companheiro.

O tênis tem aproximado a dupla fora das quadras. Futebol, arroz, feijão e picanha acebolada já fazem parte da conversa. "Jamie é extraordinário, tem um coração enorme. É um cara humilde apesar de vir de uma família vitoriosa." Soares refere-se à mãe Judy Murray, que foi capitã da equipe britânica na Fed Cup por cinco anos e deixou o posto no mês passado.

Outro assunto que liga Jamie e Bruno são os Jogos Olímpicos. "A Olimpíada do Rio é um grande objetivo para mim. Fiquei decepcionado em Londres", diz Murray, que deve jogar ao lado do irmão Andy. A dupla teve sucesso ao ajudar a Grã-Bretanha a ser campeã da Copa Davis após 79 anos. Soares valoriza a troca de experiências. "Jamie jogou a última Olimpíada em casa e agora vou ter essa oportunidade. Será o mesmo sentimento. Ele vai poder me ajudar nesse sentido." 

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