Guillaume Horcajuelo/EFE
Guillaume Horcajuelo/EFE

Federer tenta quebrar tabu contra Nadal na semifinal desta sexta em Paris

Confronto entre dois dos maiores tenistas da história acontece nesta sexta-feira, às 7h50 (horário de Brasília)

Felipe Rosa Mendes, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2019 | 00h06

Roger Federer e Rafael Nadal vão escrever nesta sexta-feira mais um capítulo daquele que é considerado por muitos o maior clássico da história do tênis. Suíço e espanhol vão decidir uma vaga na final de Roland Garros a partir das 7h50 (horário de Brasília), em Paris. E, como de costume no saibro, Nadal é o favorito.

O espanhol, atual número dois do mundo, vai entrar em quadra carregando nas costas o peso dos 11 títulos obtidos no Grand Slam francês. Do outro lado, terá pela frente um rival que venceu apenas uma vez em Paris, há exatos dez anos. Na ocasião, o terceiro colocado do ranking não precisou desbancar o "Rei do Saibro" para chegar ao único título de Grand Slam que então lhe faltava.

Federer chegou ao título ao superar na final o sueco Robin Soderling, algoz de Nadal nas oitavas de final. Foi uma das duas únicas derrotas do espanhol em Roland Garros. A outra aconteceu diante do sérvio Novak Djokovic, em 2015, ano em que outro suíço, Stan Wawrinka, ficou com o caneco.

A "ajuda" de Soderling foi providencial porque Federer nunca conseguiu bater Nadal em Paris. Foram cinco jogos até agora, todos com triunfos do espanhol, alguns até com certa facilidade. Por conta do forte domínio do rival no saibro, o suíço precisou se contentar com o vice-campeonato em 2011, 2008, 2007 e 2006. No ano anterior, a derrota foi mais cedo, na semifinal.

É contra este tabu que Federer lutará na manhã desta sexta. E ele garante ter confiança suficiente para derrubar seu maior rival. "Se todo mundo achasse que o jogo já estava decidido, ninguém viria até aqui para assistir", diz o suíço de 37 anos.

O veterano se apega aos recentes números contra Nadal para sonhar com a vitória. Federer soma cinco vitórias consecutivas sobre o arquirrival no circuito, sua maior série invicta no retrospecto. Mas todos estes confrontos, entre 2015 e 2017, foram realizados sobre quadra dura, a especialidade de Federer.

Foi graças a esta sequência que ele diminuiu a desvantagem no confronto geral entre os dois. Nadal lidera com 23 vitórias, contra 15 do suíço. No saibro, esta diferença é maior: 13 a 2. Os dois triunfos do suíço aconteceram nas finais do então Masters de Hamburgo, em 2007, e no Masters 1000 de Madri, em 2009, também há exatos dez anos.

Se conseguir quebrar este tabu, o recordista de títulos de Grand Slam (20 troféus) terá pela frente na final o vencedor do duelo entre o sérvio Novak Djokovic, dono de um título em Paris, e o austríaco Dominic Thiem, atual vice-campeão. Eles disputam a outra semifinal de Roland Garros, logo após mais um clássico "Fedal".

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