Federer vence a 3ª e Ferrero dá adeus

Com mais uma vitória no Masters Cup de Houston, desta vez sobre o espanhol Juan Carlos Ferrero por 6/3 e 6/1, o tenista suíço Roger Federer manteve a invencibilidade na competição. Acumula três vitórias e já faturou um prêmio de US$ 450 mil - US$ 120 mil por cada jogo ganho e outros US$ 90 mil pelas três participações no round robin -. Agora, se Federer conquistar o título no domingo, irá também roubar a vice-liderança do ranking mundial de Ferrero e terminará o ano apenas atrás do norte-americano Andy Roddick, além de embolsar um cheque de US$ 1,52 milhão, como campeão invicto.Líder do grupo azul, Federer parte neste sábado para as semifinais, que dará ao vencedor um prêmio de US 370 mil. O suíço enfrenta o segundo colocado do outro grupo, o vermelho, que será o vencedor da partida entre Roddick e Guillermo Coria.Na mesma chave de Federer, também se classificou o norte-americano Andre Agassi, que garantiu a vaga em um jogo polêmico diante do argentino David Nalbandian, vencido por 2 sets a 1, com parciais equilibradas de 7/6 (12/10), 3/6 e 6/4.No tie break do primeiro set, Nalbandian ameaçou deixar a quadra, inconformado com as marcações dos juízes de linha e com a atitude do árbitro de cadeira Enric Molina, que chegou a aplicar um "over rule" - não respetou a determinação da linha - e deu uma bola desfavorável ao argentino.O clima não estava nada agradavel ao tenista argentino. Até mesmo diretor do torneio, Jim McInguale, sempre ao lado do ex-presidente George Bush, gritava por Agassi nas arquibancadas como um torcedor fanático, o que ajudou a irritar o argentino, que chamou o árbitro geral da competição, Mark Derby, à quadra."Não há motivos para continuar jogando assim se os juízes forem favorecer Agassi", reclamou Nalbandian. "Prefiro deixar a quadra", ameaçou o tenista argentino que ouviu o árbitro geral apenas um pedido de calma.Na sequência, o jogo seguiu quente, com Agassi por muitas vezes comemorando com uma agressividade raras vezes vista. Na entrevista coletiva, o tenista norte-americano não se considerou privilegiado nas decisões dos juízes e que soube através do sistema de computadores usados nas transmissões por tevê, que as decisões do árbitro foram acertadas.Agora, Agassi desafia Rainer Schuettler, o paredão alemão, por uma vaga na final de Houston.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.