Leandro Martins/Divulgação
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Feijão descarta favoritismo diante de 'zebra' na semifinal

Por uma vaga na final do Brasil Open, tenista brasileiro enfrenta o italiano Luca Vanni neste sábado, às 13h, no Ginásio do Ibirapuera

Nathalia Garcia , O Estado de S. Paulo

14 de fevereiro de 2015 | 08h18

Se João Souza precisou vencer duas batalhas contra rivais melhor posicionados no ranking para se garantir na semifinal do Brasil Open, o caminho dele até a grande decisão parece ser um pouco mais tranquilo. Neste sábado, às 13 horas, Feijão terá pela frente o italiano Luca Vanni, que até uma semana antes da competição em São Paulo jamais havia vencido uma partida de ATP  na carreira.

Apesar da condição de "zebra" de seu próximo oponente, Feijão descarta o favoritismo na semifinal. Para ele, Vanni mostrou o seu valor com a vitória sobre o sérvio Dusan Lajovic, que havia despachado o espanhol Fernando Verdasco na rodada anterior. "Não entro como favorito, não vejo por esse lado. Os quatro semifinalistas vêm com ritmo de jogo, adaptados à quadra e ao clima. Todo mundo tem condições de sair vitorioso. Vanni é um jogador muito perigoso."

O italiano passou pelo qualifying e herdou a vaga do espanhol Feliciano López, número 14 do mundo, que desistiu do Brasil Open por uma lesão na coxa direita. Com isso, Vanni estreou na chave principal diretamente na segunda rodada. "É um sonho e ele continua para mim. Sei que estou na minha primeira semifinal, conquistei a segunda vitória na ATP. Sempre acreditei em mim mesmo. Agora estou jogando com os tops e estou muito feliz de vencer jogadores como Daniel Gimeno-Traver e Lajovic", comemora o europeu.

Feijão disputará a sua terceira semifinal de um torneio ATP e aponta que a sua maturidade vai ajudá-lo no próximo confronto.  "Em Santiago (2010), eu era muito novo ainda. Eu lembro bem que perdi para o (Juan) Monaco, que estava entre os 20 melhores, acabei sentindo um pouco a pressão. Em Kitzbuhel (2011), eu tive minha chance, perdi no 3º set contra o (Robin) Haase, vinha jogando bem. Hoje estou mais experiente, já passei por dois jogos muito duros nessa quadra. Estou mais completo, jogando solto, vou tentar impor o meu jogo".

Assim como nas rodadas anteriores, o público do Ibirapuera já pode se preparar para ouvir a música "Nego Drama", dos Racionais MC's, na hora em que o tenista da casa estiver entrando em quadra. "É uma música que gosto muito desde pequeno, conta um pouco da minha história, me dá uma motivação extra. Uso para me aproximar mais da galera, sei que tem muita gente aqui em São Paulo que gosta e se identifica com essa música", justifica.

MARATONA

Logo depois de sua vitória diante do argentino Leonardo Mayer nas quartas de final, Feijão foi à quadra secundária para o jogo de quartas de final da chave de duplas. Ao lado do compatriota André Sá, o brasileiro foi superado pela dupla checa Frantisek Cermak e Jiri Vesely, por 6/3 6/4.

"Infelizmente não deu. Estava um pouco cansado, é claro, mas os checos jogaram muito bem, sacaram muito bem. Tivemos nossa chance no 2º set e não conseguimos aproveitar", comenta Feijão após a eliminação.

Feijão manda um recado para os torcedores do @estadao antes de disputar a semifinal no Ibirapuera #BrasilOpen #tênis

Um vídeo publicado por Estadão Esporte (@estadaoesporte) em

Já que a partida das oitavas invadiu a madrugada e que o tenista de Mogi das Cruzes jogou na simples e nas duplas nesta sexta-feira, ele teve de entrar em quadra em três partidas em um intervalo de menos de 24 horas. Mas Feijão garante não estar cansado pela maratona e promete se recuperar fisicamente para o próximo duelo. "Acabei de fazer uma horas de massagem, comi, meia-noite e meia no máximo estarei na cama. Não tem como pensar em cansaço, amanhã (sábado) é energia positiva o tempo todo, cansaço nem vai aparecer na minha cabeça."

Para encerrar os compromissos do dia, Feijão respondia às perguntas dos jornalistas na sala de imprensa até o toque de seu celular interromper a coletiva. Um dos profissionais  presentes brincou que o telefonema pertencia ao técnico Ricardo Acioly, o Pardal. Sem jeito, o tenista pegou o aparelho nas mãos para desligar a chamada e não segurou o riso ao ver o nome do treinador no identificador de chamadas. Persuadido, atendeu ao telefonema e avisou o mentor que estava em coletiva. E a resposta ouvida pelo microfone foi espontânea: "Ainda?"

Além do trabalho físico, a parte tática também tem ganhado bastante atenção de Feijão. De acordo com o tenista, as projeções têm sido feitas em conjunto com Pardal e Andrés Schneiter, o Gringo. "Amanhã (sábado) é outro jogo, vamos conversar e estudar o adversário da melhor maneira possível."

Também neste sábado, não antes das 15 horas, Santiago Giraldo enfrentará Pablo Cuevas na outra semifinal da chave de simples. Já nas duplas, o brasileiro Marcelo Melo e o austríaco Julian Knowle enfrentam os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah por volta das 16h. Para fechar o dia, o italiano Paolo Lorenzi e o argentino Diego Schwartzman terão pela frente os checos Frantisek Cermak e Jiri Vesely.

 

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