Marcello Zambrana/Divulgação
Marcello Zambrana/Divulgação

Feijão exalta o 'segundo jogador' em ação no Brasil Open: a torcida

Para tenista, o apoio foi fundamental para a classificação e espera contar com o carinho do público diante de Leonardo Mayer

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

13 de fevereiro de 2015 | 08h17

Quando deixou a quadra central do Ibirapuera, João Souza, o Feijão, só sabia sorrir. O brasileiro parecia não conseguir conter a alegria após a classificação inédita às quartas de final do Brasil Open, conquistada após vitória por 2 sets a 1, com parciais de 3/6, 6/3 e 6/2, na partida que invadiu a madrugada desta sexta-feira. O resultado diante do eslovaco Martin Klizan - 38º do ranking mundial - também marcou a primeira vitória do tenista diante de um Top 40.

Feijão admite que a barulhenta torcida teve papel fundamental no desenrolar da partida, ajudando-o a ganhar confiança para virar o jogo e também tirando a concentração de seu oponente. "Já sabia que ele era um pouquinho estourado. Sabia que tinha de ficar na minha, não tinha que vibrar e deixar para a galera ser o segundo jogador em campo", afirma.

E ele torce para que os fãs voltem a apoiá-lo no confronto desta sexta-feira, não antes das 17 horas, diante do argentino Leonardo Mayer. "Espero que eles possam fazer diferença de novo. Tenho certeza de que amanhã (sexta) vão vir mais pessoas para me apoiar e espero que ele (Leonardo Mayer) caia nessa pilha também", torce.

Apesar de jogar em casa, o tenista de Mogi das Cruzes, 110º colocado no ranking mundial, passa a responsabilidade para o visitante. "Entro como franco atirador. Ele é 30 do mundo, cabeça de chave aqui, o conheço muito bem. Espero jogar bem amanhã (sexta) de novo." 

O confronto pode marcar uma prévia da Copa Davis, caso os dois tenistas sejam convocados pelos capitães de Brasil e Argentina para a série de duelos entre 6 e 8 de março, em Buenos Aires, pela primeira rodada do Grupo Mundial. 

Se a sua ausência na equipe que enfrentou a Espanha, em 2014, e o fato de ter sido preterido por Rogério Dutra Silva na ocasião foram motivos de polêmica, Feijão diz não estar muito preocupado com a próxima lista final de João Zwetsch e reafirma que seu foco agora é na semifinal do Brasil Open. "A Davis para mim agora é o de menos, não estou preocupado. Se tiver de jogar, vou estar muito bem preparado", garante.

Feijão acredita que a boa fase é reflexo do período do último mês, em que vem treinando e jogando com atletas de alto nível. "Quando você começa a jogar com os melhores, automaticamente o seu nível aumenta. Você tenta se espelhar nos melhores." E, aos 26 anos, se vê mais maduro dentro e fora de quadra. "A gente vai tentando não repetir os mesmos erros do passado, estou mais sereno", avalia.

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