Ferreiro sob rápido no ranking mundial

Foram 654 posições avançadas no ranking mundial em 2003. Nenhum tenista brasileiro da nova geração evoluiu tanto quanto o gaúcho Franco Ferreiro, de 19 anos, que tem sobrenome parecido mas nenhum parentesco com o espanhol Juan Carlos Ferrero, número 3 do mundo. Ferreiro está na Costa do Sauípe, na Bahia, onde a partir de amanhã joga o maior torneio do País, um ATP de US$ 380 mil em premiação, em piso de saibro, ao lado de jogadores consagrados e mais experientes como Gustavo Kuerten e o espanhol Carlos Moyá. Seu primeiro adversário será o francês Richard Gasquet, tão jovem quanto o brasileiro - tem 17 anos -, 105º do mundo, que jogou bem em Buenos Aires nesta semana, chegando às semifinais. Se passar, o segundo adversário de Ferreiro pode ser Guga, que enfrenta na estréia o espanhol Oscar Hernández, 91º.Ferreiro é um sucessor de Guga? É cedo para dizer e o próprio tenista não está preocupado em responder tão cedo. No ano passado, ele já havia ganhado um convite para disputar a competição do Sauípe - na época disputada em piso duro e em setembro, logo depois do Aberto dos Estados Unidos. Ferreiro perdeu na estréia para o dinamarquês Kenneth Carlssen, atualmente em 97º do ranking mundial.Neste ano os organizadores do torneio baiano mudaram o esquema. A competição passou a fazer parte do circuito latino-americano de torneios em piso de saibro. Dois dos quatro convites para fazer parte da chave de jogadores foram dados a tenistas campeões de dois pré-qualifyings. Uma vaga ficou com Pedro Braga e outra com Ferreiro, campeão na seletiva realizada no Guarujá, em São Paulo (na final, o jogador gaúcho derrotou o terceiro melhor do País, Ricardo Mello, 123º do mundo, por 6/4, 5/7 e 6/3).Atraindo patrocínio - Na sexta-feira, a Lacoste informou que acertou contrato de patrocínio de um ano com Ferreiro e seu técnico, Ricardo Acioly. São os primeiros dividendos de uma longa fila de títulos em torneios de categoria future no México e no Brasil.Acioly convocou o jogador para fazer parte da equipe da Davis no Canadá. Ferreiro também deve acompanhar a equipe, que jogará também no Sauípe, em abril, quando o Brasil enfrentará o Paraguai na tentativa de chegar à repescagem do Grupo Mundial, em setembro."Ele tem um bom slice, boa aproximação na rede, boa direita, bom revés. Bate de esquerda com uma mão, como o Guga, e é um lutador, jogador de personalidade", elogia o técnico Acioly, que está completando 15 meses de trabalho com o tenista. Acioly, também capitão da equipe brasileira na Copa Davis, conta que Ferreiro foi o primeiro jogador do centro de treinamento que criou próximo da Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro.Os caminhos estão abertos para Ferreiro. Depois do Sauípe, seu destino, segundo Acioly, será Bogotá e México, para jogar torneios challengers. Jogar o ATP de Acapulco, próxima competição do circuito latino de saibro, não deu, porque a linha de corte ficou por volta do 150º lugar do ranking mundial.

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