Divulgação/CBT
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Garotos torcem e sonham defender o Brasil no futuro

Orlando Luz, Marcelo Zormann e João Menezes são juvenis e planejam o momento de representar o País nas quadras

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

14 Setembro 2014 | 09h00

Em São Paulo para vivenciar a Copa Davis, os jovens tenistas Orlando Luz, Marcelo Zormann e João Menezes compartilham o mesmo sonho: fazer parte da equipe brasileira no futuro. Para realizá-lo, os atletas precisam repetir no profissional os bons resultados obtidos no juvenil e mostrar que são mais do que promessas.

“Vamos acompanhar o confronto fora da quadra e a gente já se sente nervoso. Com certeza quero ter essa emoção de jogar pelo Brasil. Vai ser legal poder contar um dia com essa torcida”, diz Orlandinho.

Aos 16 anos, o jovem tem dado mostras de seu talento. Recentemente, sagrou-se campeão nas duplas em Wimbledon e nos Jogos Olímpicos da Juventude, ambas ao lado de Zormann. Ele também conquistou a medalha de prata nas simples em Nanquim, na China. Com um sorriso no rosto, não tem dúvidas ao cravar: “É o melhor ano da minha vida”.

Além de aumentar a confiança do jovem para os próximos jogos, os títulos também lhe deram reconhecimento. Ele conta que já foi parado por fãs no aeroporto para tirar fotos e dar autógrafos. “Esse reconhecimento dá mais vontade de trabalhar”, afirma, empolgado.

Colhendo bons frutos no circuito, o número 2 do ranking juvenil já projeta disputar alguns torneios de nível Future para ir se ambientando no mundo dos profissionais. Mas, se para ele essa mudança ainda é um teste, para Marcelo Zormann e João Menezes os próximos desafios estarão carregados de pressão. Aos 18 anos, eles mudam de categoria e de rotina.

Atleta do Instituto Gaúcho de Tênis, em Porto Alegre, Marcelo se diz motivado pelas recentes conquistas, mas mantém os pés no chão nesse momento de transição. “A carreira juvenil não define nada no futuro no profissional.” Para ele, o mais importante é ter um bom preparo psicológico.

Além da condição mental, João destaca que é preciso estar preparado para sair da zona de conforto. “Esse ano, no juvenil, a gente só jogou os torneios grandes. Agora vamos jogar alguns Futures, em lugares com condições piores. Acho que a cabeça precisa estar bem firme para conseguir suportar e seguir em frente”, destaca o tenista, que faturou o segundo lugar, ao lado de Rafael Matos, nas duplas no US Open.

Mas se o momento gera insegurança, os garotos querem usar a amizade dentro e fora de quadra para superarem os novos obstáculos. “Nós temos uma relação muito boa, temos um grupo bem unido. Enquanto um está jogando, os outros estão sempre ali puxando e torcendo. É uma energia muito boa”, conta Marcelo.

Segundo Orlandinho, a rivalidade é positiva e a convivência até ajuda a elevar o nível. “Dá mais vontade de trabalhar. Ninguém gosta de ficar atrás.”

De olho nos profissionais, o garoto também já tira suas lições. “Sem humildade a gente não chega lá. O Marcelo (Melo) me ensinou que tem o momento da brincadeira e o de fazer as coisas certas na quadra. Ele está me ensinando a dosar cada coisa.”

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