Matthew Stockman/AFP
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Goffin abandona e Federer encara Djokovic na final do Masters de Cincinnati

Belga deixou o confronto no início do segundo set

Estadão Conteúdo

18 Agosto 2018 | 22h14

Depois de uma sofrida rodada dupla na sexta-feira, Roger Federer não precisou suar tanto neste sábado para avançar à final do Masters 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos. O suíço contou com um abandono do belga David Goffin no início do segundo set para chegar a sua sexta decisão da temporada.

Federer permaneceu em quadra por apenas 1h02min. Foi o tempo de vencer o set inicial no tie-break por 7/6 (7/3). No início da segunda parcial, Goffin solicitou atendimento médico alegando dores no antebraço e no ombro direitos. Ele voltou para o jogo, mas decidiu abandonar quando o placar apontava 1/1, sem quebras de saque na segunda parcial.

Goffin, atual número 11 do mundo, resolveu desistir mais cedo da partida em razão da proximidade do US Open, que terá início no dia 27, em Nova York. Será o último Grand Slam da temporada.

Com o abandono, o número dois do mundo se viu favorecido na véspera da final do torneio porque vinha de uma desgastante sexta-feira, em que precisou vencer duas partidas, sendo cinco sets disputados, três deles em tie-break. O segundo jogo, contra o compatriota Stan Wawrinka, terminou no início da madrugada deste sábado.

Nesta noite, inclusive, o duelo contra Goffin fez os fãs do suíço lembrarem da partida contra o compatriota. Assim como aconteceu na madrugada, Federer sofreu com as chances perdidas no único set disputado contra o belga. Com ligeira superioridade em quadra, ele desperdiçou três sets points no saque do adversário.

E voltou a cometer erros incomuns no tie-break. Só não se complicou porque Goffin, já demonstrando certo desconforto no braço direito, também falhou. No início do segundo set, Federer exibia maior confiança e reduzir os erros quando o 11º do ranking decidiu antecipar o fim da partida.

Com o resultado, Federer vai tentar conquistar no domingo seu oitavo título em Cincinnati, sendo o quarto do ano e o 99º da carreira. Para tanto, terá que superar o sérvio Novak Djokovic. Eles não se enfrentam desde o Aberto da Austrália de 2016, quando Djokovic levou a melhor na semifinal.

No retrospecto direto, o sérvio lidera com 23 vitórias, contra 22 do suíço. Em Cincinnati, será o terceiro duelo entre eles, novamente em uma final. Federer venceu as duas anteriores, mais adaptado ao piso rápido da competição.

 

 

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