Guga ainda busca confiança em seu jogo

Gustavo Kuerten ainda tem esperanças de quebrar o tabu de jamais ter superado a segunda rodada do Aberto da Austrália, apesar do verdadeiro sufoco que passou na estréia do primeiro torneio do Grand Slam na temporada. Afinal, o tenista brasileiro precisou de 3 horas e 15 minutos, em cinco sets, para superar um adversário que mal conseguia andar no final do jogo, o holandês John van Lottun, que sofreu fortes caimbras, resultado de uma hérnia de disco. Guga venceu com parciais tão estranhas como o jogo: 5/7, 6/0, 6/1, 2/6 e 8/6. Agora, o desafio é ainda mais perigoso, diante do croata Ivan Ljubicic, número 36 do ranking mundial, nesta terça-feira, por volta das 22h30."Foi uma partida diferente", definiu Guga. "Fique preocupado com o Van Lottun caído no chão, sofrendo com dores. Perdi a concentração, tentei jogar de uma forma mais segura, sem arriscar muito, para não dar pontos de graça, mas acabei ficando ansioso." Quando estava 2 a 1 para Guga no quinto set, Van Lottun começou a sentir as dores nas pernas. Pediu tratamento médico e o jogo ficou parado por quase dez minutos. Depois, ora corria na bola, ora sequer mostrava forças para sacar. Mesmo neste clima, o tenista brasileiro sofreu até o último minuto para vencer.Agora, a ansiedade pode ser novamente um obstáculo. Afinal, Guga nunca passou por uma segunda rodada na Austrália, embora tenha feito jogos equilibrados, decididos apenas no quinto set, em outros anos. Seu próximo jogo é com um adversário perigoso e de saque poderoso."Acho que ganhei um pouco mais de confiança com a vitória na estréia", avaliou Guga. "Em certos momentos fiquei sem saber como agir diante de um adversário sentindo dores. Mas o importante é que estou vivo no torneio e com muita vontade de ganhar mais alguns jogos e quem sabe, ganhar a confiança necessária para ir longe." Guga já enfrentou Ljubicic cinco vezes e ganhou quatro. A única derrota foi justamente na última partida, no Torneio de Lyon, em 2001, quando o croata marcou 7/5 e 7/6. O brasileiro ganhou as outras em vários tipos de piso: no cimento de Indianápolis, em 2001 (7/6 e 7/5), no saibro de Roma, em 2001 (6/7, 7/5 e 6/4), na quadra sintética da Olimpíada de Sydney, em 2000 (7/6 e 6/3), e no saibro de Umag, em 1998 (6/2 e 6/1).

Agencia Estado,

19 de janeiro de 2004 | 17h35

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