Guga avisa: "Sou patriota todos os dias"

Já incomodado com o jogo de pressões, Gustavo Kuerten disse que recebeu mesmo a intimação da Confederação Brasileira de Tênis (CBT) para dar sua palavra final até esta quarta-feira às 15 horas, sob a ameaça de outros jogadores serem convocados para a Taça Davis. O tenista não gostou das insinuações de que estaria traindo a pátria e deixou bem claro que gostaria muito de enfrentar o Paraguai, se a administração da CBT estivesse com outra pessoa e não Nelson Nastás. "Sou patriota todos os dias", disse Guga, nesta terça-feira, em Miami. "Já defendi o Brasil na Davis com muitos sacrifícios, jogando machucado, com cãibras, cansado, enfim, sempre gostei muito de estar na equipe brasileira. Eu não gostaria de estar vivendo esta situação. Se o ´José da Silva´ assumir a CBT vou enfrentar o Paraguai. Quem sabe ainda não possa jogar." Outro assunto que está irritando Guga é o de estarem fazendo certa confusão e colocarem seu nome como partidário da oposição. "Demorei para me decidir pelo boicote e se tomei esta decisão foi por estar certo de que o atual presidente passou dez anos no cargo e nada se fez pelo tênis. Tem gente confundindo as coisas, dizendo que estou ligado à oposição, o que não é verdade." Sem Davis, Guga quer concentrar-se no torneio de Miami, e com a definição do qualifying, já sabe que sua estréia será contra o vencedor de Joachin Johansson e o argentino Juan Mônaco. Também Ricardo Mello - que passou pelo qualifying - vai fazer sua estréia diante de outro jogador saído do classificatório, o norte-americano Jeff Salzenstein. Flávio Saretta estréia com Todd Reid, revelação australiana. Tanto Mello como Saretta só devem estrear na quinta-feira.

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