Guga busca reabilitação em Paris

A briga pela liderança do ranking mundial vai estar ainda mais quente no Paris Bercy, com o australiano Lleyton Hewitt disposto a tudo para aproximar-se da primeira posição e dar o grande bote em sua casa, em Sydney, no Masters Cup. Para outros tenistas é a última chance de garantir uma vaga entre os oito melhores do ano, com nomes como o de Tim Henman, Tommy Haas, Sebatien Grosjean e até mesmo Marat Safin jogando com "a faca entre os dentes" para garantir um lugar no Mundial de da Austrália. É neste clima efervescente que Gustavo Kuerten entra em quadra para buscar a reabilitação, depois de inesperadas derrotas nas primeiras rodadas de Lyon, Stuttgart e Basiléia, torneios da temporada européia de quadras de carpete e cobertas. Em clima de recuperação, Guga mostra disposição nos treinos para superar a crise. O técnico Larri Passos está certo de que o trabalho e a dedicação são os ingredientes perfeitos para o tenista número 1 do mundo voltar a mostrar seu verdadeiro tênis. Guga ainda aguarda pelo seu adversário de estréia. Vai sair do vencedor da partida entre o checo Bohdan Ulihrach e um tenista saído do qualifying. Para o brasileiro, enfrentar o checo seria uma chance de já antecipar o confronto da Copa Davis de 2002, em que o Brasil vai estrear no Grupo Mundial diante da República Checa. Mais importante do que isso, porém, seria ter pela frente um adversário conhecido de jogo não tão agressivo, como poderia mostrar um tenista embalado pelo qualifying, destes que arriscam tudo num bom saque e arrojam-se em voleios, sem dar ritmo de jogo. A briga pela liderança do ranking mundial é mais um ponto a ser considerado na disputa deste Masters Series de Paris, o 9.º e último da temporada. No ano passado, Guga fez uma boa campanha nas quadras do Palais Omnisport de Bercy, região de gente espalhafatosa e barulhenta da capital francesa. Em 2000, o tenista brasileiro chegou as semifinais e só perdeu para o canhão australiano Mark Philippoussis. Agora, a situação de Guga é um mais delicada. Nem sequer pensa em defender os 250 pontos do ano passado. Para ele, o mais importante é mesmo adquirir o tão esperado ritmo de jogo e recuperar a confiança em seu jogo para poder render o máximo no Masters Series de Sydney, em novembro, quando tudo mesmo vai ser decidido em clima de muita rivalidade com o australiano Lleyton Hewitt, jogador que o brasileiro perdeu no último encontro na Copa Davis, em Florianópolis e, depois curiosamente não mais se enfrentaram. A estréia de Guga no Paris Bercy deverá ser apenas na terça-feira, pois o tenista brasileiro é cabeça-de-chave. É possivel que jogue, porém, na segunda-feira, no torneio de duplas.

Agencia Estado,

27 de outubro de 2001 | 11h38

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.