Guga e Meligeni cobram novos valores

O tênis brasileiro pode comemorar neste sábado mais uma vitória, no Desafio Brasil X Argentina. Os jogos começam bem mais cedo. Logo às 10 horas, com transmissão pela TV Record, Gustavo Kuerten enfrenta Gastón Gaudio e a seguir, Fernando Meligeni pega David Nalbandian. Este confronto em forma de Copa Davis transformou-se numa verdadeira festa, com arquibancadas lotadas no Maracanãzinho e belos shows na quadra. Mas tanto Guga, o grande astro, como Meligeni, o bom coadjuvante, não escondem que esperam mais dos novos valores do País, como Flávio Saretta, Alexandre Simoni, Ricardo Mello, entre outros."Vou ser cada vez mais duro com a molecada", adverte Meligeni. "O Brasil entrou na era do tênis, mas acho que estes novos jogadores precisam de algo mais. Todos jogam muito bem, só que para vencer no circuito profissional é preciso um pouco mais." O próprio Gustavo Kuerten, responsável por este novo momento do tênis brasileiro, confessa que os mais novos precisam aproveitar esta chance aberta, com vários torneios realizados no Brasil e boas promoções. "Acho que o tênis brasileiro vive um bom momento, com quatro jogadores entre os cem primeiros do mundo", diz Guga. "E todo esse pessoal que vem vindo deve aproveitar esta chance." O momento é realmente especial para o tênis brasileiro. O Maracanãzinho não recebia um público tão grande há muitos anos. Com ingressos acessíveis (R$ 10 nas arquibancadas e R$ 20 nas cadeiras), a torcida ganhou ao vibrar com as boas jogadas de seu maior ídolo, Guga, e curiosamente mostrou também já conhecer bem o tênis. Apesar o excessivo barulho e do certo clima de arquibancada de futebol, o público carioca revelou-se atento aos momentos decisivos de uma partida, como o 0 a 30 ou o 15 a 40, agitando-se, incentivando e aplaudindo os tenistas brasileiros nas horas de maior dificuldades.Futuro - Esta certa advertência de Guga e Meligeni à espera de uma explosão na nova geração de talentos brasileiros chega em um momento importante. Na primeira semana de fevereiro, o Brasil faz sua estréia no Grupo Mundial da Copa Davis, jogando contra a República Checa, em Ostrava, e o técnico Ricardo Acioly vai precisar renovar a equipe. Com a saída de Jaime Oncins do time, terá de encontrar um bom substituto. E a tarefa não parece ser nada fácil.

Agencia Estado,

04 de janeiro de 2002 | 18h58

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