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Guga é show dentro e fora da quadra

Com a raquete ou com fantasia, Gustavo Kuerten deu um show no Clube Marapendi, no Rio. Dançou, pulou, ergueu uma placa dizendo "Sandy, Te Amo, Simoni", no jogo em que Alexandre Simoni enfrentava Karin Alami e vestiu-se para o Carnaval, com as cores da Escola de Samba Protegidos da Princesa, que homenageou Guga com o samba enredo.Guga ficou animado com a homenagem a ponto de viver cantando o samba da escola, no que quase virou um hino desta vitória do Brasil na Copa Davis, no Rio. Colocou um chapéu colorido, camiseta regadas da Escola e sambou na quadra, depois de o confronto estar terminado com placar de 4 a 1."Só não sei ainda se vai dar para desfilar", lamentou Guga. "Vou estar jogando no ATP Tour de Buenos Aires e se chegar na final, não terei tempo de participar do desfile." A alegria marcou o domingo de Guga no Rio. Já em seu jogo diante de Mounir El Aarej, em que venceu por 6/2 e 6/2, fez uma exibição para a torcida. Além de seus bons golpes e a boa vitória, ainda dançou e cantou divertindo a torcida.Líder da equipe, Guga também é um dos mais bem humorados jogadores do time brasileiro. Com seu jeito simples, procura dar força aos mais novos e mostrou-se muito satisfeito com o bom desempenho de Alexandre Simoni, que venceu seu jogo de duplas, ao lado de Jaime Oncins."Acho que esta foi a melhor vitória do tênis brasileiro na Copa Davis, pois não só passamos para as quartas-de-final, como ganhamos novas opções no time", disse. "Acho até mesmo que diante da Austrália, a tendência é o Simoni voltar a ter chance de jogar." O apoio de Guga a Simoni chegou até as ironias. Ele foi o autor da idéia de escrever numa placa a paixão escondida do tenista pela cantora Sandy. Outros jogadores da nova geração também ganharam este tipo de carinho, do principal jogador brasileiro. Flávio Saretta, que foi o sparring mais exigido por Guga nesta semana no Rio, ganhou o apelido de "Sem Terra". "Ele (Saretta) parece um coitadinho, vive largado", ironizou Guga."Agora temos também na equipe do Sandy Simoni e o comandante é o "Soneca", àquele mineiro (Daniel Melo)." Além da descontração, Guga demonstrou também estar muito satisfeito pelas boas campanhas do Brasil na Davis. Há seis anos que está no Grupo Mundial, no ano passado alcançou as semifinais, e agora novamente numa quartas-de-final."O tênis brasileiro está vivendo um sonho", disse Guga. "Quem poderia dizer que estaríamos jogando com os melhores do mundo, como França, Espanha, e temos ainda um novo confronto com a Austrália, que tem grandes tenistas e, é lógico, que vamos tentar de tudo para devolver àquela derrota em Brisbane, no ano passado, vamos nos preparar bastante para chegar novamente às semifinais." Para superar os bons tenistas australianos, Guga não esconde seu desejo de jogar na sua cidade. "Acho que seria gostoso fazer este confronto em Florianópolis, pois ninguém da equipe tem qualquer problema em jogar lá e teríamos boas condições para superar os australianos."

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