Guga estréia terça-feira em Madri

Gustavo Kuerten acusou o golpe. Depois de fazer um bom primeiro set e de deixar a impressão de que levantaria mais um troféu, Guga sentiu o peso de uma semana exigente, com jogos longos e disputados, cansou e perdeu a 7ª final da carreira, ao cair diante da revelação francesa Paul-Henri Mathieu por 2 sets a 1, com parciais de 4/6, 6/3 e 6/1, na final do ATP Tour de Lyon. Agora, o tenista brasileiro vai ter apenas um dia para recuperar-se. Nesta terça-feira já faz sua estréia no Masters Series de Madri, diante do tailandês Paradorn Srichaphan."Valeu esta semana aqui em Lyon", conformou-se Guga. "Comecei bem este jogo com o Mathieu, mas o físico acabou um pouco antes de terminar o torneio. Perdi o segundo set por alguns detalhes, mas no terceiro não tinha mais forças para continuar lutando." Brincando, Guga disse que chegou a pensar em pedir substituição, como no futebol. É que enquanto teve forças, dominou o adversário e esteve realmente bem perto de conquistar o seu primeiro título em quadras de carpete coberta. "Fiz jogos muito duros esta semana e que acabaram minhas forças", revelou o brasileiro. "A partida com o Safin foi um dos grandes momentos, mas também foi muito difícil e acho que tenho de ir voltando aos poucos, sem me preocupar muito com as conquistas este ano.Estou preparando minha volta para a próxima temporada, sem pressa." Problemas físicos já levaram Gustavo Kuerten a perder outras finais. Pelo menos outros três vice-campeonatos foram motivados pela falta de condição física. Em 1997, apenas uma semana depois do título de Roland Garros, Guga caiu na final de Bolonha, diante do espanhol Felix Mantilla, com dores estomacais. Em Roma, em 2000, sentiu fortes contrações nas costas e perdeu o jogo para o sueco Magnus Norman. E, em 2001, nem sequer chegou a terminar sua partida diante do australiano Patrick Rafter, na decisão do título de Indianápolis.Os outros vice-campeonatos da carreira de Guga foram em Montreal, em 1997, quando perdeu para o norte-americano Chris Woodruff; em 2000, para Pete Sampras, em Key Biscayne; e em 2001, para Juan Carlos Ferrero, em Roma. No total, o brasileiro conquistou 17 títulos.Nada a reclamar - Satisfeito com o que Gustavo Kuerten fez durante a semana em Lyon, o técnico Larri Passos disse que não poderia reclamar de nada e até viu grandes progressos em seu pupilo, já no seu primeiro torneio em quadras de carpete do ano. "Desde o US Open, em setembro, o Guga vem jogando bem em vários pisos, como as quadras rápidas, o saibro e agora no carpete", avaliou o treinador. "Esta semana, Guga mostrou um tênis maravilhoso, como na partida dinte do Marat Safin. E na final, enquanto teve energia jogou bem." Bola para frente - A derrota em Lyon não deixou Gustavo Kuerten desanimado. Algum tempo depois do jogo na França, Guga já mostrava estar motivado para encarar o Masters Series de Madri. "É hora de buscar a recuperação e entrar com tudo em quadra na terça-feira", disse. "Esta semana em Lyon foi show e deu para ganhar bastante confiança no carpete e espero aproveitar isso agora em Madri."Com esta campanha em Lyon, Guga irá subir no ranking mundial e pode até ganhar cinco posições, deixando a 40ª colocação para ocupar o 35º lugar na lista da ATP a ser divulgada nesta segunda-feira.Esta colocação em nada vai alterar sua situação para o Masters Series de Madri, que começa nesta segunda-feira. A chave já está sorteada e Guga, por não ser cabeça-de-chave, não terá a vantagem de ser ?bye? na primeira rodada. Assim, nesta terça-feira já irá enfrentar Paradorn Srichaphan, atualmente na 28ª colocação do ranking mundial e que é um tenista bastante perigoso em quadras rápidas, como o carpete de Madri. Mesmo se passar pela primeira rodada, já teria no jogo seguinte outro grande desafio, diante do inglês Tim Henman.

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