Guga fixa um objetivo: o clube do tri

Com o sonho de fazer parte do clube dos tricampeões de Roland Garros, restrito a Bjorn Borg, Ivan Lendl e Mats Wilander - desde a chamada ?open era?, a partir de 1968 -, Gustavo Kuerten volta à quadra neste domingo em busca de uma vaga nas quartas-de-final do torneio. Seu desafio será diante de um tenista pouco conhecido, o norte-americano Michael Russel, apenas o número 122 do ranking mundial e que veio do qualifying.Pode parecer prematuro já sonhar com mais um título em Paris. Mas o próprio Guga advertiu que sempre disputa Roland Garros com grandes expectativas e ao chegar na segunda semana, as esperanças aumentam, embora admita que os desafios sejam maiores.Para ingressar no clube dos tricampeões, Guga chegou a Paris com um estilo e estratégia bem definidos. Está intensamente concentrado na competição e pouco aparece. Às vezes, até vai treinar fora de Roland Garros em busca de maior tranqüilidade. Faz seus exercícios físicos e de recuperação muscular sem comentar o assunto e procura estar sempre discreto.Curiosamente, até mesmo suas entrevistas coletivas após as partidas não têm chamado tanta atenção como nos outros anos. Por duas vezes seguidas, Guga não atraiu a imprensa internacional, portanto, sem perguntas em inglês. Apenas após o jogo com o marroquino Karim Alami, na sexta-feira, é que apareceu, na última hora, um jornalista francês para falar com o brasileiro.Guga está mais fechado, diferente de outros anos em que sua caminhada em Paris estava repleta de histórias curiosas. Agora não. Pouco se fala de suas andanças em Paris, como o hotel modesto, os restaurantes italianos e até sua nova mania, a de tocar violão. Sua história em Roland Garros 2001 está restrita aos jogos e batalhas nas quadras.Esta é a nova atitude que Guga resolveu assumir para concretizar seus sonhos. Com isso, sente-se mais ligado na competição e reserva suas energias para os jogos. Seu atual objetivo é igualar-se aos grandes nomes do tênis. Afinal, poucos jogadores conseguiram levantar o troféu dos mosqueteiros por três vezes.Desde a chamada "era aberta", ou seja, a partir de 1968, quando os torneios de tênis abriram-se para profissionais, apenas Bjorn Borg (campeão por seis vezes), Ivan Lendl (3) e Mats Wilander (3) estão no clube dos tricampeões. Guga pode ser o próximo.

Agencia Estado,

02 de junho de 2001 | 12h16

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