Guga mantém esperanças para Pequim, apesar das novas regras

Para poder disputar os Jogos Olímpicos, tenista brasileiro precisaria receber um convite dos organizadores

Chiquinho Leite Moreira, Especial para O Estado de S. Paulo

05 de março de 2008 | 16h45

Em ano marcado pelas emoções das despedidas, Gustavo Kuerten ainda mantém esperanças de disputar a Olimpíada de Pequim e estender um pouco mais a sua participação nas grandes competições do tênis. Guga confessou nesta quarta-feira em Florianópolis, no lançamento do Aberto de Santa Catarina, de 12 a 20 de abril no Costão do Santinho, que gostaria de ir a Pequim, apesar das novas regras do torneio olímpico, recentemente divulgadas, terem complicado bastante as chances de o Brasil ter representantes nos Jogos. Agora o COI (Comitê Olímpico Internacional) em acordo com a ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) e WTA (Associação Feminina) determinou que cada país poderá levar até quatro jogadores - e não mais o limite de três - de acordo com a classificação no ranking mundial. Assim, países como Estados Unidos, Espanha e a vizinha Argentina terão um número maior de representantes na chave, reduzindo as chances para nações como o Brasil, que não contam com tenistas classificados entre os cem primeiros. Tanto a chave masculina, como a feminina no torneio olímpico de Pequim, de 8 a 24 de agosto, deverão fechar em torno do 80.º do ranking. O melhor brasileiro é Marcos Daniel na 115ª. posição. Guga hoje não está nem mais classificação no ranking. Perdeu todos os pontos que possuía, mas mantém uma boa chance de receber um dos oito wild cards (convites) pelo seu reconhecimento internacional. Entre estes oito convidados, seis deles serão determinados pela posição geográfica. Na América do Sul, Argentina, Chile, Colômbia e Uruguai devem ter representes no torneio olímpico, o que abriria uma chance de o Brasil ganhar um wild card, como espera o presidente da CBT (Confederação Brasileira de Tênis) Jorge Rosa. "Ainda é cedo para pode se afirmar, pois a chave e os wild cards só serão definidos em junho e até lá o Brasil poderá ter jogadores mais bem colocados no ranking, mas tenho esperanças de contarmos com representantes em Pequim. Podemos ganhar vaga através de um dos seis wild cards dados pelo critério geográfico, ou mesmo pelos outros dois convites reservados a estrelas internacionais, o que é o caso de Guga." Por este segundo critério - vaga a duas estrelas internacionais - Guga poderia ir a Pequim sem causar constrangimentos, como demonstrou ser uma de suas preocupações. "Gostaria de ir a Olimpíada", afirmou Guga em Florianópolis. "Mas não quero tirar a vaga de nenhum outro jogador brasileiro. Talvez possa ir como um reconhecimento pela minha carreira." Em Florianópolis, Guga irá fazer a terceira etapa de sua turnê de despedida. Este mês joga em Miami e em abril diz um adeus especial jogando em casa. "Onde tudo começou", como disse nesta quarta-feira.

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