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Guga: se não fosse RG, teria desistido

Gustavo Kuerten venceu uma luta contra as dores e a falta de condições físicas. E numa das mais emocionantes partidas de sua rica história em Roland Garros, derrotou o jovem espanhol Nicolas Almagro, de 18 anos, por 7/5, 7/6 (7/2), 1/6, 3/6 e 7/ 5, na estréia do torneio. A vitória ganhou tons de ação heróica: Guga no terceiro set voltou a acusar as dores no quadril, o fisioterapeuta - Per Bastholt, que o atendeu em quadra - recomendou para que desistisse, mas por ser um torneio tão especial e estar envolvido no clima da torcida, conseguiu buscar forças para no quinto e decisivo set garantir o resultado, mesmo depois de Almagro ter sacado com vantagem de 5 a 4. O próximo jogo de Guga será contra o belga Gilles Elseneer, número 100 do ranking. "Não fosse Roland Garros certamente teria desistido", admitiu Guga. "Estava sofrendo bastante, mas tive de dar um jeito, lutar até o final. Enquanto muita gente já não acreditava mais que poderia vencer, fiquei envolvido pela emoção e coloquei na minha cabeça de que não poderia perder este jogo." A vitória nestas condições, ao mesmo tempo que dá novas esperanças para Guga, revela que em seu atual momento não pode criar muitas expectativas. "Com 1h30 de jogo, as dores já começam a aparecer. Por isso, acho que este resultado, já valeu a pena, foi um prêmio pela decisão de iniciar um novo tipo de tratamento. Mas sei que o processo e longo e tenho de ter paciência." O comportamento do adversário, Almagro, em comemorar com euforia e certa provocação os pontos ganhos, ajudaram Guga. O brasileiro revelou que ganhou uma motivação extra. "Depois de perder o terceiro e quarto set, sem conseguir fazer muita coisa, dei a volta por cima. Fiquei envolvido na atmosfera e acho que todos os torcedores tiveram importância nesta vitória, devo a cada um deles um pedacinho deste resultado." Disputada na quadra 3, uma das anexas do complexo, a presença de um ex-tricampeão de Roland Garros não deixou um só lugar vazio. Tinha gente pendurada em muro. Já por volta das 20h30 de Paris, sem mais jogos em outras quadras, até mesmo o pessoal da central assistia o brasileiro a distância no alto das arquibancadas. A festa da torcida era emocionante, assim como o respeito por Guga. Afinal, no terceiro set, quando chamou pelo atendimento médico, um silêncio profundo tomou conta do lugar, que ao final se transformou numa emotiva celebração, quando Gustavo Kuerten marcou 7 a 5 no quinto set. "Roland Garros sempre me reserva histórias marcantes. E esta foi uma das mais bonitas e emocionantes", disse Guga.

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