Guga: US Open pode ignorar ranking

O Masters Series de Cincinnati recolocou Gustavo Kuerten na liderança dos dois rankings da ATP, o mundial e o da corrida dos campeões, como ocorreu logo após o tricampeonato de Roland Garros. Mas esta condição não o garante como primeiro cabeça-de-chave no US Open, a partir do dia 27, em Nova York.Os torneios do Grand Slam, regidos pelas normas da Federação Internacional de Tênis, nunca foram obrigados a seguir os rankings da ATP ou da WTA (feminino) para designar os primeiros das chaves de 128 jogadores, mas, com raras exceções, como Wimbledon, em razão das características das suas quadras de grama, os organizadores do Grand Slam costumavam respeitá-los.Mas o critério de definição deu um passo atrás. Reunida em Roland Garros, a comissão dos quatro Grand Slams decidiu pôr em prática algumas alterações. A principal foi aumentar de 16 para 32 o número de cabeças-de-chave. Com isso, evita-se que um tenista próximo dos 20 do mundo enfrente, logo na estréia, um top ten. A foi brilhante, mas ofuscou uma decisão mais polêmica: a definição dos principais cabeças-de-chave segue critérios subjetivos, como desempenho nas últimas edições e no mesmo piso.Pelos novos critérios, Guga pode não ser o primeiro pré-classificado no US Open. Em 2000, caiu na estréia e nunca foi muito bem no torneio. Além disso, entre seus 15 títulos, só 2 (Lisboa e Indianápolis) foram em quadras rápidas.

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