Guga vê saldo positivo na temporada

A última semana da temporada de 2001 para Gustavo Kuerten esteve bem longe de ser o sonho vivido em quase todo o ano. Guga perdeu três jogos no Masters Cup - na última rodada, nesta sexta-feira, foi derrotado pelo russo Yevgeny Kafelnikov por 6/2, 4/6 e 6/3 -, perdeu também a liderança do ranking mundial, mas, nem por isso, perdeu o bom humor. O tenista brasileiro mostrou-se conformado e até feliz com o que chamou de "incrível ano de 2001", o melhor de sua carreira. "Hoje eu encerro um ano em que fiquei por mais de 40 semanas (43) na liderança do ranking mundial", disse Guga, emocionado. "Foi sem dúvida a melhor temporada da minha carreira, com seis títulos e inclusive um deles do Grand Slam (Roland Garros), além de ter vencido em várias superfícies como em Cincinnati", contabilizou o brasileiro. Guga revelou que a atual sensação é diferente da sentida no ano passado, quando terminou o ano como número 1, ao conquistar o título do Masters Cup, em Lisboa. Desta vez, ele não conseguiu manter o mesmo nível de jogo nos últimos meses, prejudicado também por problemas físicos - uma lesão na virilha. Mas garante estar contente e agradecido por tudo de bom que tem acontecido na sua vida. "Acho que fui o número 1 mais feliz da história", avaliou o brasileiro. "Continuei fazendo minhas coisas, do jeito que gosto, com naturalidade e sem perder a tranqüilidade. Por isso, não estou desapontado em perder a liderança para Lleyton Hewitt, pois acho que ele merece também ter alcançado esta posição." Futuro - A Austrália definitivamente não faz parte dos lugares onde Guga goste de jogar. Ele jamais conseguiu bons resultados neste país e, agora, poderá até desistir da participação no Australian Open, o primeiro Grand Slam da temporada. A decisão só será tomada dias antes da competição, em janeiro de 2002, e vai depender da recuperação física do tenista, sem nada a ver com os maus resultados até agora. "Minha lesão na virilha não é uma coisa nova, e sei que vou precisar de muita disciplina no tratamento, com fisioterapia e muita paciência", explicou Guga. "Tenho tempo suficiente para isso, mas dependendo dos resultados não vou poder jogar o Aberto da Austrália, em janeiro. Lamento, pois gosto de grandes eventos, mas não quero por em risco toda a temporada do ano que vem." Coroa - Também satisfeito com a temporada 2001, o técnico Larri Passos deixou claro que não há como pedir mais nada para seu pupilo, depois de um ano com tantas conquistas. Nem mesmo as últimas derrotas, nove nos últimos dez jogos, tiraram o entusiasmo do treinador de Gustavo Kuerten. "Disse para ele (Guga) depois do jogo contra o Kafelnikov que, de maneira alguma, houve fracasso", afirmou ele. "Manteve-se no topo do ranking de janeiro a novembro e, por isso, deveria ser chamado de ?rei Guga?."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.