Ramiro Furquim/Estadão
Ramiro Furquim/Estadão

Gustavo Kuerten diz que eliminação de favoritos é banho de água fria ao Rio Open

Torneio disputado no Rio de Janeiro assistiu à eliminação precoce de nomes como Dominic Thiem e Fabio Fognini

Redação, Estadão Conteúdo

20 de fevereiro de 2019 | 20h46

A eliminação de sete dos oito primeiros cabeça de chave do Rio Open, torneio da série ATP 500 disputado em quadras de saibro, não passou despercebido por um dos maiores tenistas do Brasil. Gustavo Kuerten comentou nesta quarta-feira, em entrevista coletiva no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro, que a queda precoce dos maiores favoritos é ruim para todos.

"Este ano foi um dos mais difíceis para o Rio Open e a eliminação dos principais jogadores na primeira rodada é um banho de água fria para a organização", afirmou Guga, que completou a declaração de forma mais otimista. "Isso é o fascinante do tênis e não é só no Rio que os favoritos perdem cedo", disse.

Dos oito pré-classificados no Rio Open, apenas o português João Sousa, cabeça de chave número 5, passou às oitavas de final ao derrotar o argentino Guido Pella. Nesta quarta-feira, o argentino Diego Schwartzman, o atual campeão, foi o últimos dos quatro melhores ranqueados a ser eliminado - na terça caíram o austríaco Dominic Thiem e os italianos Fabio Fognini e Marco Cecchinato.

"A expectativa é que os melhores e os mais conhecidos vençam, mas isso não acontece sempre. Assim é o tênis e é preciso seguir em frente", comentou Guga. "No tênis, é normal perder. São tenistas que vêm de competições na Austrália e na Argentina e podem chegar cansados ao Brasil. No tênis, tudo influencia, desde uma bola na linha até um pouco de cansaço", acrescentou.

O ex-tenista ressaltou também a importância do ATP 500 no Brasil e dos jovens jogadores brasileiros terem a oportunidade de disputar o maior torneio de tênis da América do Sul. "Um campeonato como este ajuda muito o esporte, resgata a história e contamina as pessoas a gostarem mais do tênis. É muito legal os jogadores jovens participarem desse universo, ganhar a experiência de jogar um torneio desse porte em casa. O Rio Open serve de alavanca para a transição, para eles ganharem fôlego para o restante da temporada", disse o tricampeão de Roland Garros, que teve dois tenistas da sua equipe no qualifying da chave de simples, Mateus Alves e Natan Rodrigues.

 

 

Tudo o que sabemos sobre:
tênisRio OpenGuga [Gustavo Kuerten]

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.