Hewitt promete ainda mais na Davis

Não bastasse ser o atual número 1 do mundo e estar em grande forma, o arrogante tenista australiano Lleyton Hewitt ainda promete muito mais para a final da Copa Davis de 2001, diante da França, no próximo fim de semana, em Melbourne. Ele diz que costuma se superar neste tipo de competição e vê na busca do título do único torneio do tênis por países uma forma de compensar a decepção pela eliminação da Austrália da Copa do Mundo de futebol. Hewitt chegou a jogar futebol antes de optar definitivamente pelo tênis. Por isso, confessa gostar tanto da Copa Davis. "É a única competição em que temos uma convivência de equipe nos vestiários, estamos sempre juntos e até saímos em grupo para um cinema ou jantar, exatamente como acontece nas equipes de futebol", afirmou o novo número 1 do mundo, que desbancou Guga após conquistar o Masters Cup de Sydney. A Austrália é a grande favorita para ganhar o título da Davis deste ano. Não só por contar com bons jogadores como Hewitt e Patrick Rafter, mas também por levar todas as vantagens de ser o time mandante. Os australianos escolheram o tipo de piso, uma quadra de grama, que exigiu cuidados especiais para ser montada sobre a superfície de cimento da Rod Laver Arena, o local dos jogos. A grama natural foi condicionada em caixotes largos de terra até adquirir forma de um amplo gramado para permitir a disputa do jogos. Hewitt é um especialista deste tipo de piso: ganhou o torneio de Queen´s este ano. Já o seu companheiro de equipe, Rafter, é um exímio seguidor do estilo saque e voleio. No lado da França, o técnico Guy Forget usa do mistério na definição da equipe como sua maior arma. Só garantiu Sebastien Grosjean como um dos titulares da simples e vai deixar para o último minuto a definição do segundo jogador, com opções de Arnaud Clement ou Nicolas Escude, este último um pouco mais adaptado aos pisos rápidos, como as quadras de grama. Na sexta-feira, quinta feira à noite no Brasil, começam a ser jogadas as duas primeiras partidas de simples. O número 1 de um país enfrenta o 2 do outro. No sábado acontece o duelo de duplas. E domingo, os dois últimos confrontos de simples.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.