Irmão mais velho de Andy, Jamie Murray finalmente brilha nas duplas

Desde sua estreia esportiva na cidade escocesa de Dunblane, quando era considerado uma aposta melhor que seu irmão caçula, Jamie Murray praticamente viveu à sombra de Andy – até este ano.

MARTYN HERMAN, REUTERS

14 Novembro 2015 | 17h50

Agora com 30 anos e uma carreira que ameaçava se apagar justo quando a de Andy está em alta, Jamie está florescendo e promete brilhar no ATP World Tour Finals, último torneio da temporada que começa no domingo.

Ao lado do australiano John Peers, Jamie irá dar a largada no evento londrino contra os italianos Fabio Fognini e Simone Bolelli depois de se classificar com parte de uma das oito melhores duplas graças à chegada às finais de Wimbledon e do Aberto dos Estados Unidos.

Número dois do mundo, Andy terá que esperar até segunda-feira, quando encara o espanhol David Ferrer na disputa de simples, e está feliz de compartilhar os holofotes com o irmão.

"Jamie está tendo um ano incrível e estou muito orgulhoso de tudo que ele tem conquistado na quadra", disse Andy, cuja parceria com o irmão nas duplas foi fundamental para a Grã-Bretanha alcançar a final da Copa Davis este mês.

"Alguém me disse que é a primeira vez que irmãos se classificam para este evento em simples e duplas. Não sei se é verdade, mas imagino que seja bem raro".

"Tinha esperança de ter um dia de jogos no qual ele estivesse disputando duplas e eu simples, mas estamos em dias alternados, infelizmente".

Pelo menos em um sentido Jamie sempre poderá se gabar diante de Andy: ele foi o primeiro a conquistar um título de Grand Slam, quando ergueu o troféu de duplas mistas com Jelena Jankovic em Wimbledon em 2007.

Depois disso, entretanto, ele só obteve cinco títulos menores em cinco anos até se juntar a Peers no início de 2013 e voltar ao trabalho com o renomado treinador de duplas Louis Cayer.

Desde então sua ascensão tem sido espetacular, e a classificação para o ATP Tour Finals é o reconhecimento de um dos maiores expoentes de duplas que a Grã-Bretanha já produziu.

"Isso mostrou ser uma boa decisão", afirmou Jamie à Reuters.

"Eu estava penando para vencer muitas partidas antes disso, mas John e eu confiamos na habilidade um do outro e deu certo, tivemos bons resultados nos maiores eventos".

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