ITF avisa: "Não há crise no tênis"

O cenário econômico internacional, com turbulências causando instabilidades em várias modalidades esportivas, não assusta mais o tênis, como garantiu o presidente da ITF, a Federação Internacional de Tênis, Francesco Ricci Bitti, em entrevista à agência Reuters, na recente viagem a Londres para o sorteio da chave de 2003 da Copa Davis. O dirigente assegura que não há crise no esporte e arrisca a dizer ainda que o tênis está acima das expectativas e ?muito saudável?.Esta situação desenhada por Francesco Ricci Bitti podetranqüilizar o setor. Afinal, nos bastidores há ainda muitotemor com a pesada herança deixada pelo colapso da ISL, emdeclarada falência, deixando dívidas enormes com a Associaçãodos Tenistas Profissionais (ATP) e, especialmente, com osdiretores de torneios. Principalmente, os dos nove MastersSeries, que de uma hora para outra se viram sem os US$ 3milhões da premiação, até então assegurados pelos contratos detransmissão por TV, que estavam vendidos pela ISL. O reffexo desta falência da ISL, que havia assinadocontrato milionário com a ATP por 10 anos, garantindo não só opagamento da premiação dos torneios, como a participação devários patrocinadores em cada competição, em troca dos direitosde venda de transmissões dos jogos, estão ainda sendo vistos. AAlemanha, por exemplo, que tinha a sede de dois Masters Series,estava disposta a abrir mão de seus eventos, apesar de ter nascostas a força do patrocínio da Mercedes Benz em todos esteseventos.Os resultados estão claros: o torneio de Stuttgart nãosuportou as despesas e este ano foi tranferido para Madri. OMasters Series de Hamburgo também organizou a competição desteano de forma heróica, enquanto outras tradicionais sedes, comoMontecarlo, não tiveram a mesma estrutura de antes e foramforçadas a organizarem eventos mais simples, economizando atémesmo nas páginas dos sites. "Tivemos realmente tempos difícies com o colapso da ISLe seu acordo com a ATP", declarou Francesco Ricci Bitti. "Masestou convencido de que isso é temporário e de alguma forma foipositivo para a sedimentação do tênis", explicou.O dirigente lembra que esta situação vivida pela ATP forçou seu presidente, Mark Miles, a buscar soluções rápidas e conseguiu boas negociações com bancos, além de ter reforçar o já bom contrato de patrocínio com a Mercedes Benz. "Além disso, a Copa Davis vive momentos de muitosucesso em todos os países, sem contar que os torneios do GrandSlam estão a cada ano maiores e aumentado as premiações. Avitalidade do esporte não me deixa dúvidas de que já estamoslonge de uma crise." A verdade é que os torneios do Grand Slam são mesmo osmais milionários, com o público brigando por ingressos desde osprimeiros dias e filas de patrocinadores a espera de um espaçono evento. O mesmo, porém, não acontece com torneios da ATP,em que a lotação das arquibancadas costuma ser favorável apenas apartir das quartas-de-final ou das semifinais e a briga por bonspatrocinadores só agora começa a dar sinais de segura ebem-vinda vitalidade.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.