Mike Segar/Reuters - 8/9/2002
Mike Segar/Reuters - 8/9/2002

Jogo com Agassi será mais que exibição, diz Sampras

Dois dos maiores tenistas da história se enfrentam no domingo, em Macau; 'Ainda podemos jogar muito bem'

AE-AP, Agencia Estado

22 de outubro de 2009 | 09h46

Pete Sampras e Andre Agassi, dois dos maiores nomes da história do tênis dos Estados Unidos e do mundo, irão se reencontrar no próximo domingo, em Macau, na China, para uma partida de exibição. O duelo, apesar de reunir dois ex-tenistas, será mais do que apenas um jogo de festa.

Quem garante isso é Sampras, que segue promovendo o confronto. "Vai ser tênis competitivo, obviamente não tão cruel como já foi, mas ainda sinto que nós podemos jogar muito bem", afirmou Sampras nesta quinta-feira. "Por mais que seja uma exibição, há ainda muito orgulho. Nossos egos são bem grandes. Uma vez iniciado o primeiro ponto, eu quero jogar para vencê-lo", reforçou o ex-número 1 do mundo, que depois lembrou que sempre travou batalhas de "pesos pesados" quando jogou contra Agassi.

Apesar de já aposentados, Sampras e Agassi farão um duelo de "ex-tenistas em atividade". O primeiro deles, hoje com 38 anos, disputou o circuito de veteranos da ATP no ano passado, enquanto o seu compatriota participou de um evento no Arizona no início deste mês, quando ganhou duas partidas antes de perder para o norte-americano Todd Martin em um jogo de três na decisão.

Agassi, de 39 anos, já conquistou oito títulos de Grand Slam, enquanto Sampras já ganhou 14, tendo o seu recorde desta série de torneios mais importante do tênis superado apenas neste ano pelo suíço Roger Federer.

Ao comentar a importância do jogo deste domingo, Agassi lembrou que o fato de os dois terem estilos diferentes, com Sampras sendo um especialista no jogo de saque e voleio, e ele no de fundo de quadra, "colaborou para a grande rivalidade" que se criou entre os dois ao longo de suas carreiras.

Agassi perdeu a final do US Open de 2002 para Sampras, que fez a sua despedida oficial do circuito profissional naquele confronto. Na época, Agassi vinha provando que estava de volta ao grupo dos grandes do tênis, após um longo período de queda em sua carreira. "Eu me senti ótimo. Eu senti um pouco de provação. As pessoas escreveram que eu estava fora (do grupo dos maiores), mas eu simplesmente acreditei em mim mesmo numa altura em que todos perderam a fé em mim", ressaltou.

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