Kei Nishikori dá trabalho, mas desiste e Rafael Nadal leva título em Madri

Espanhol oscila durante torneio, mas conquista tetra na cidade espanhola e mantém liderança

Agência Estado

11 de maio de 2014 | 16h41

MADRI - O surpreendente tenista japonês Kei Nishikori esteve perto de conquistar o título do Masters 1.000 de Madri, neste domingo, na Espanha. Chegou a dominar o jogo, mas acabou sofrendo com insistentes dores nas costas. E, já sem ter condições físicas, acabou abandonando a disputa quando perdia o terceiro set por 3 a 0. Melhor para o espanhol Rafael Nadal, que foi campeão mais uma vez na carreira.

Com 24 anos, Nishikori tem cinco títulos na carreira, sendo dois nesta temporada (em Memphis e Barcelona). Ele vinha embalado por 10 vitórias seguidas, todas em quadras de saibro, mas foi superado pelos problemas físicos. De qualquer maneira, deve subir três posições no ranking a ser atualizado nesta segunda-feira, saindo do 12º lugar e virando o primeiro japonês da história a entrar no Top 10.

Nishikori enfrentou uma verdadeira batalha no dia anterior, quando precisou de 2 horas e 55 minutos para eliminar o também espanhol David Ferrer na semifinal. Mesmo assim, ele começou dominando a final deste domingo, ao vencer o primeiro set por 6 a 2. No segundo, chegou a abrir 4 a 2, mas começou a sentir dores - pediu atendimento médico na quadra - e permitiu a reação de Nadal, que fez 6 a 4.

No terceiro e decisivo set, o japonês já não conseguia mais jogar com desenvoltura e viu o adversário abrir 3 a 0 com facilidade. Assim, ele acabou abandonando a disputa após 1 hora e 42 minutos de jogo. Meio constrangido pela forma como terminou a final, Nadal comemorou mais um título, o seu quarto diante da torcida espanhola em Madri, onde ganhou também nas edições de 2005, 2010 e 2013.

Nadal somou, assim, a sua sétima vitória em sete jogos já realizados contra Nishikori no circuito da ATP. E, aos 27 anos, passou a ter 63 títulos conquistados na carreira, sendo 27 da série Masters. Além disso, ele assegura a permanência na liderança do ranking mundial pelo menos até a disputa de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, que começa no dia 25 de maio, em Paris, na França.

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