Sebastien Pirlet/Reuters
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Kim Clijsters não vê problemas em ser mãe e jogar tênis

Belga retorna ao esporte após quase dois anos parada e afirma que pensa em ter sucesso novamente

Darren Ennis, Reuters

26 de março de 2009 | 18h32

A tenista ex-número 1 do mundo Kim Clijsters acredita que a maternidade não vai impedi-la de ter sucesso em seu retorno às quadras. Após se aposentar em maio de 2007, a belga de 25 anos casou com o jogador de basquete Brian Lynch e deu à luz a filha Jada.

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Agora com um bebê de 13 meses na família, Clijsters anunciou que voltará ao circuito mundial feminino em agosto, na série de torneios em quadra dura disputados nos Estados Unidos.

"Estou curiosa para ver se a vida no circuito com uma família é possível. Acho que é possível. Acho que posso conseguir fazer com que seja bom tanto para minha filha como para mim. Acho que posso ter sucesso", declarou. "Ainda sou jovem. Faço 26 em alguns meses. Acho que sou capaz de conseguir isso. Mas há muitos detalhes agora, coisas novas que mudaram no circuito e na minha vida pessoal."

Clijsters, que conquistou seu único título de Grand Slam no Aberto dos EUA de 2005, disse que avaliou seu retorno com a amiga e antiga rival Lindsay Davenport.

A norte-americana defendeu que era possível combinar uma carreira de sucesso no circuito com a maternidade, após ter conquistado três dos quatro primeiros torneios que disputou depois de ter sido mãe pela primeira vez. Agora ela está esperando seu segundo filho. "Mantive contato com Lindsay nos últimos anos. Na verdade nunca sobre tênis, mas sobre as crianças", afirmou.

"Mas no último email que troquei com ela foi mais sobre tênis. Perguntei a ela sobre sua vida no circuito e qual era a experiência dela. Como ela conciliava a vida pessoal e a vida no tênis. E foi muito bom ouvir que não havia restrições por parte da direção da WTA e dos organizadores dos torneios", acrescentou.

Clijsters, que conquistou 34 títulos de simples e foi líder do ranking por 19 semanas, disse que mesmo que não tenha sucesso nos primeiros três torneios de seu retorno - Cincinnati, Toronto e Aberto dos EUA "não vai desistir".

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