Larry Scott deixa a presidência da WTA após seis anos

Dirigente anunciou sua renúncia, cerca de um mês depois da polêmica envolvendo o veto à tenista israelense

AE-AP, Agencia Estado

25 de março de 2009 | 12h07

O presidente da WTA, Larry Scott, apresentou sua renúncia ao cargo de comando do tênis feminino mundial, após seis anos de trabalho, para trabalhar na NCAA, a entidade que rege o esporte universitário nos Estados Unidos. "Não é fácil, porque estive no tênis a minha vida toda, mas acho que já fiz quase tudo o que podia por esse esporte", afirmou o dirigente.

Antes de trabalhar na WTA, que rege o tênis feminino, Scott trabalhou na ATP, que comanda o tênis profissional masculino. E seu maior legado para as mulheres é o fato de ter conseguido igualar as premiações para homens e mulheres nos principais torneios, como os Grand Slam e os torneios de Indian Wells e Miami. "Isso é o que mais me orgulha, acima de qualquer sucesso financeiro", disse.

O anúncio de sua saída vem cerca de um mês depois da principal polêmica que cercou sua gestão: o veto à entrada da tenista israelense Shahar Peer para entrar nos Emirados Árabes e disputar o Torneio de Dubai. Scott multou os organizadores em US$ 300 mil e ameaçou acabar com o torneio. Seu único lamento, diz, é não ter conseguido unificar os circuitos masculino e feminino. "Isso tornaria o esporte ainda maior e mais atraente para o público", declarou.

Mais conteúdo sobre:
tênisLarry ScottWTA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.