Lleyton Hewitt tira Guga da liderança

Com 20 anos e oito meses, Leyton Hewitt transformou-se no mais jovem número 1 da história do tênis. Com a vitória sobre o compatriota Patrick Rafter por 7/5 e 6/2, a terceira seguida esta semana, o australiano somou pontos suficientes para roubar a liderança do brasileiro Gustavo Kuerten, que perdeu os três jogos que fez no Masters Cup de Sydney - o último, nesta sexta-feira, para o russo Yevgeny Kafelnikov. Com estas três vitórias na fase de classificação do Masters Cup, Hewitt soma agora 783 pontos, contra 771 de Gustavo Kuerten. Mesmo já estando eliminado do torneio, Guga garantiu a segunda posição do ranking. O que ainda está em jogo é o terceiro lugar, com o norte-americano Andre Agassi e Kafelnikov na briga. Para fazer com que Hewitt apareça na próxima segunda-feira como líder do ranking mundial, a Associação dos Tenistas Profissionais jogou no lixo o seu livro de regras. Para não assumir o vexame de ter um número 1 na corrida dos campeões e outro na lista de entradas, a entidade resolveu antecipar o desconto dos pontos dos jogadores. Como o calendário deste ano está atrasado em duas semanas em relação ao do ano passado, a ATP adiantou este descarte. Assim, o jovem australiano aparecerá na segunda-feira como o 20º número 1 da história desde a criação deste sistema de ranking em 1973. Seu nome faz parte agora de uma lista que começou com Ilie Nastase (Romênia), Jimmy Connors (EUA), Bjorn Borg (Suécia), John McEnroe (EUA), Ivan Lendl (República Checa e EUA), Mats Wilander (Suécia), Stefan Edberg (Suécia), Jim Courier (EUA), Pete Sampras (EUA), Andre Agassi (EUA), Thomas Muster (Áustria), Marcelo Rios (Chile), Carlos Moya (Espanha), Yevgeny Kafelnikov (Rússia), Patrick Rafter (Austrália), Marat Safin (Rússia) e Gustavo Kuerten (Brasil).

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