Darron Cummings / AP
Darron Cummings / AP

Luisa Stefani tenta ser a 1ª brasileira em uma semifinal de Grand Slam em 53 anos

Após a medalha de bronze em Tóquio e o título em Montreal, tenista pode conseguir mais um resultado histórico na carreira

Redação, Estadão Conteúdo

08 de setembro de 2021 | 09h31

Garantida nas quartas de final de duplas femininas no US Open, Luísa Stefani pode conseguir mais um resultado histórico para o tênis brasileiro. Caso vença sua partida desta quarta-feira, ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, ela se tornará a primeira jogadora do país em uma semifinal de Grand Slam em 53 anos.

Stefani e Dabrowski entram em quadra às 13 horas (de Brasília) para enfrentar as checas Marie Bouzkova e Lucie Hradecka pelas quartas de final em Nova York. A paulistana de 24 anos está nas quartas de final do US Open pelo segundo ano seguido, repetindo a campanha que fez no ano passado, ao lado da americana Hayley Carter, e agora busca seu melhor resultado em um Grand Slam.

A última vez que uma brasileira chegou tão longe em um Grand Slam foi com Maria Esther Bueno, na campanha para o título de duplas no US Open de 1968, ao lado da australiana Margaret Court. Maior vencedora do tênis brasileiro, Esther conquistou sete títulos de Grand Slam em simples, 11 em duplas e mais um nas duplas mistas. Sua última conquista foi também a única na Era Aberta do tênis.

O momento de Stefani e Dabrowski no circuito é excelente. A parceira disputou três torneios preparatórios para o US Open e chegou à final em todos eles, com um título em Montreal, no Canadá, e vice-campeonatos em San Jose e Cincinnati, ambos nos Estados Unidos. Em Nova York, conseguiram três vitórias seguidas, a última de virada, sobre as ucranianas Marta Kostyuk e Dayana Yastremska.

Stefani teve grande parte de sua formação como tenista nos Estados Unidos. Sua família se mudou para o país ainda em 2011 para que ela e o irmão mais velho, Arthur, tivessem mais oportunidades no tênis e pudessem cursar uma universidade norte-americana. Stefani treina até hoje na academia Saddlebrook, na Flórida, mas ela também estudou e jogou o circuito universitário por Pepperdine.

"No Brasil, eu teria talvez uma ou duas meninas para treinar comigo. Então eu fui para os Estados Unidos e via centenas. O nível de competição na academia todos os dias era um choque. Isso fez muita diferença no meu desenvolvimento e no meu estilo de jogo", disse Stefani, em entrevista ao site do US Open. "Na América do Sul em geral, jogamos muito saibro, bem longe da linha de base. Na Europa e nos Estados Unidos, vemos estilos de jogo mais rápidos e mais agressivos. Muitos juvenis sul-americanos sofrem para fazer a transição no circuito. No profissional, você precisa começar a ser agressivo".

Medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ao lado de Laura Pigossi, Stefani destaca que a conquista trouxe grande visibilidade para o tênis no país. "É uma loucura a popularidade a medalha olímpica trouxe para o tênis brasileiro. Sempre parece inatingível chegar ao circuito profissional, porque não há muitas jogadoras. Mas Olimpíadas tornaram isso possível e é inspirador fazer parte disso".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.